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Chuvas já mataram dezenas de pessoas na Huíla e milhares em risco


Chuvas ameaçam a zona Sul de Angola

As intensas chuvas que caem na província angolana da Huíla desde Outubro do ano passado, já provocaram mais de duas dezenas de vítimas mortais.

As pessoas foram na sua maioria vítimas de descargas atmosféricas, desabamento de residências ou arrastamento das águas pluviais, revela uma fonte do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros da Huíla (SPCB).

Num ano em que os serviços de meteorologia preveem para a região sul intensas chuvas, o comandante provincial do SPCB, José Catraio, reconhece um quadro difícil da zona que vai exigir atenção do organismo.

“Há casas construídas em linhas de água por baixo de cabos de alta tensão junto das estradas e linha férrea, o sistema de para-raios não está previsto. Há necessidade que se trabalhe bastante nisto para que haja resposta eficaz que faça com que a vida das pessoas e bens sejam salvas”, afirmou Catraio.

O administrador municipal do Lubango, Armando Vieira, veio já alertar que só na capital da província estão mais de seis mil pessoas a residir em situação de risco.

Aquele gestor que defende uma abordagem diferente da mitigação do problema entende que o Orçamento Geral do Estado, (OGE) devia prever uma rubrica para acudir as vítimas das calamidades naturais.

“Quando há uma calamidade começamos por recorrer a governo provincial para que este por sua vez faça chegar a preocupação ao governo central e então serem disponibilizados recursos, mas nós achamos que não é uma estratégia sustentável”, disse

Entretanto, as autoridades da Huíla fazem contas para encarar o último período das chuvas intensas que deve se estender até ao mês de Maio próximo.

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