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Chuvas deixam famílias ao relento no Lubango em pleno estado de emergência


Administração do Lubango sem soluções

Numa altura em que vigora o estado de emergência em Angola, no Lubango, algumas famílias estão ao relento por força das chuvas que caíram nos últimos dias.

Enquanto várias fontes apontam para mais de três dezenas de famílias nesta condição, as autoridades locais falam em seis a carecer de ajuda imediata.

Uma das moradoras do bairro Ferrovia um dos mais afectados pelas enxurradas, descreve assim a situação.

“A água saía pelas janelas. Nas duas casas das minhas irmãs, na minha casa e a casa de outras vizinhas caíram. Não temos nada, nem roupa nem comida tudo foi com água e neste momento só temos as roupas do corpo. Nós ali vivemos mal. Já marcaram as casas disseram que viriam destruir mas até hoje nada”, lamenta.

Na zona 5 do precário bairro do Camazingo, de onde várias famílias em situação de vulnerabilidade já foram retiradas, outras aguardam em desespero pela mesma sorte, segundo a coordenadora do bairro, Ana Francisco.

“Pedimos aos nossos dirigentes que resolvam este problema o mais rápido possível. As casas estão a desabar com as chuvas pedimos ao Sr. governador, ao vice ao administrador municipal: as pessoas estão agastadas com esta situação, vamos esperar até quando?”., questiona.

No Lubango estão cadastradas mais de 28 mil pessoas em situação de risco com seis mil das quais em situação de emergência, reconheceu o administrador municipal, Armando Vieira.

As medidas de prevenção em curso contra a pandemia do novo coronavírus desaconselham a colocação de famílias desalojadas em estabelecimentos como escolas enquanto aguardam por melhores condições.

Ante a incapacidade de acudir a situação o também coordenador da comissão municipal de protecção civil, Armando Vieira, apela à solidariedade da sociedade para com as vítimas

“Estamos aqui, a apelar a solidariedade da sociedade civil organizações não-governamentais das igrejas e das famílias. Uma das soluções é de fato arranjar chapas, lotear terras e dirigir essas pessoas para esses locais dando outros apoios que forem necessários”, disse.

Enquanto isso, as pessoas estão ao relento e o Governo diz sere incapaz de acudir à situação de imediato.

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