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Fala África

Chocolate Brás quer contribuir com as políticas educacionais em Angola

Chocolate Brás, professor angolano

O professor Chocolate Brás está em Curitiba, Brasil, a estudar para o seu doutoramento em Políticas Educacionais.

Ele foi aceite na Universidade Federal do Paraná (UFPR) em 2020 e quer estudar como a política de formação de professores em Angola foi desenhada no século XXI (2000-2020) para mostrar os actores que intervieram, as decisões que foram tomadas e como tudo isso criou uma política forte de formação para os professores angolanos.

“Temos uma relação histórica com o Brasil muito forte. A relação histórica entre Angola e Brasil é uma relação que anima muito para quem quer estudar as duas realidades, a sua aproximação e muito mais”.

Chocolate Brás espera que doutoramento no Brasil forneça novo olhar para educação em Angola
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Brás explicou que escolheu a UFPR devido ao histórico da universidade - uma das mais antigas do Brasil - a experiência da instituição em termos de programa de pós-graduação, e também pelo contato que manteve com professores do programa em projetos de extensão e pesquisa conjunta, mesmo estando em Angola.

“Em Angola não existe, programas de doutoramento em educação. Então não temos outra opção a não ser frequentar uma instituição estrangeira, preferencialmente de Portugal ou Brasil”.

O professor acredita que o contributo dele pode ser grande para a educação em Angola já que as políticas de educação na maioria dos países africanos de língua portuguesa começaram a ser construídas apenas nos últimos anos, após o final das guerras. “Entendo que existe ainda necessidade de o país ter e formar especialistas em diversas áreas de educação, sobretudo no que se refere as políticas educacionais, que é de fato a minha linha de pesquisa.”

Brás espera que o estudo do doutoramento lhe proporcione um outro olhar sobre a educação e as políticas educacionais em Angola. Ele também quer contribuir com seminários e publicar um livro sobre políticas educacionais relacionando a realidade de Angola com a do Brasil, Portugal e Moçambique. “A ideia é tentar ver como as políticas são pensadas nesses países e como podem ser aprimoradas para o bem-estar das pessoas, porque acreditamos que é a partir da educação que conseguimos desenhar um país melhor”.

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Fala África: “Faço tudo para conciliar as minhas artes com o quotidiano do dia a dia,” José Mahel

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Nesta edição do Fala África temos uma conversa com o cantor, compositor e ator José Mahel. Falamos sobre o álbum "Contra marés e ventos," e vamos abordar a sua carreira como ator de José Mahel. José nasceu em Moçambique e cresceu na África do Sul.

Fala África: “Faço tudo para conciliar as minhas artes com o quotidiano do dia-a-dia”, José Mahel

José Mahel, cantor e ator moçambicano

Em entrevista ao “Fala África,” o cantor, compositor e actor José Mahel falou sobre o seu álbum “Contra Mares e Ventos” e a sua experiência como actor na gravação da série sul-africana “African Dreams”.

Também abordou o trabalho feito na JM Entertainment, empresa que criou para dar oportunidades a artistas.

José tem mais de 20 anos de carreira musical, e o álbum "Contra Mares e Ventos” é o primeiro da carreira solo. O álbum conta com 17 faixas e diversas participações, como a dos músicos Nuno Braga, El Latino, Nuno Abdul, Pastor Bill e Ivo Mahel. Também participaram do álbum as seguintes coristas: Edena, Saú, Mara Jessica, Maely e Arminda.

“Eu sou um músico que canta o amor e o quotidiano do dia a dia”.

Entre pesquisa, composição e produção, o álbum “Contra Mares e Ventos” levou dois anos para ficar pronto.

A produção ficou sob a responsabilidade do produtor e músico angolano YEYE, e dos produtores moçambicanos Mitolas, CA e Romeu Pascoal.

“Contra Mares e Ventos” tem ritmos musicais africanos, como o semba angolano “Quem não trabuca não manduca”.

Tem zouk, kizomba, baladas lentas e muito mais”.

O álbum foi lançado em 2020 e pode ser encontrado em algumas plataformas digitais.

Fala África: “Faço tudo para conciliar as minhas artes com o quotidiano do dia a dia,” José Mahel
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Carreira de actor

Em 2015, José Mahel começou sua carreira de actor em Joanesburgo.

Já fez um filme, duas dobragens de novelas brasileiras do português para o inglês e duas séries, sendo que o seu mais recente trabalho foi no “African Dreams”.

“É uma experiência única. Eu nunca esperava entrar nas artes do cinema”,disse.

Sobre o trabalho na comédia-dramática “African Dreams,” o actor descreveu a experiência como muito boa: “Foi ali que me senti um actor profissional, no meio de actores muito famosos da África do Sul, como Malema e Crystal. Eu adorei fazer este seriado”.

Neste momento “African Dreams” está a passar na televisão pública sul-africana SABC1.

Futuro

José explicou que o trabalho feito com músicos internacionais resultou em várias oportunidades.

O artista contou que já está a trabalhar no próximo álbum com produtores nos Estados Unidos, Holanda, França, Portugal, Cabo Verde, Angola, África do Sul e Guiné-Bissau.

O álbum deve ser lançado no ano que vem.

JM Entertainment

Mais recentemente, José Mahel abriu uma empresa na África do Sul, após receber um convite de trabalho de uma televisão moçambicana para trabalhar com artistas.

A oportunidade fez com que José aumentasse o número de contatos com músicos nacionais e internacionais e resultou na abertura da empresa, que agora promove o trabalho de vários artistas africanos em diversos países. “Está sendo uma coisa muito maravilhosa.”

Fala África: Festival “Punhos No Ar” volta a ter formato presencial este ano

Fala África: Festival “Punhos No Ar” volta a ter formato presencial este ano
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Está quase tudo pronto para uma das maiores festas de hip-hop em Moçambique. Neste episódio do "Fala África," temos uma conversa com o rapper e presidente da produtora musical Nexta Vida Entertainment, Pier Dogg, sobre o "Festival Nacional de Hip Hop Punhos no Ar".

Fala África: “Festival de Hip Hop Punhos No Ar” vai contar com mais de 25 artistas de todas as partes do país

Rapper moçambicano Pier Dogg

A pandemia da COVID-19 ainda não terminou e ainda precisamos ter cuidado, mas devagarinho estamos voltando a uma certa normalidade. Em entrevista ao “Fala África,” o presidente da Nexta Vida Entertainment comentou sobre os preparativos da 7ª edição do “Festival Nacional de Hip Hop Punhos No Ar” (FNHPA), “Versus Moz”, e fez uma avaliação sobre o “Moz Hip Hop Awards”.

Fala África: Festival “Punhos No Ar” volta a ter formato presencial este ano
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“Punhos no Ar” volta ao formato presencial este ano, após duas edições online. A sétima edição ocorre no sábado, 13 de Agosto, às 15h no Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM) em Maputo.

O evento vai contar com música, dança, Freestyle battle, debate, feira de hip-hop e grafite. Grandes nomes do hip-hop nacional, como Duas Caras, Azagaia, Kloro, Dynomite e Trez Agah já estão confirmados.

O festival nacional vai receber mais de 25 artistas do sul, centro e norte de Moçambique, entre eles estão: Gabriel Flames (Nampula), Rei Bravo (Lichinga), Bullet (Beira), Coletivo da Vila Perigosa (Chimoio), Vanillas Dog (Xai Xai), Hot Boy, (Tete).

“Há muita expectativa, não só a nível de produção como a nível de público. O público quer novamente voltar a sentir a sensação de ter todo o Moçambique unido, no mesmo palco, em prol do hip-hop nacional,” explicou o organizador.

O “Festival Nacional de Hip Hop Punhos No Ar” é uma produção da Nexta Vida Entertainment, Café Bar Gil Vicente e Centro Cultural Franco-Moçambicano. O festival surgiu em 2016 com o objetivo de valorizar o hip-hop moçambicano. Além de promover um encontro entre os artistas de várias províncias, o festival permite um intercâmbio entre os amantes e praticantes do hip-hop e um aprofundamento dos laços que unem os fazedores dessa cultura em Moçambique.

“Moz Hip Hop Awards”

O presidente da Nexta Vida Entertainment fez uma avaliação da primeira edição do “Moz Hip Hop Awards”, concurso que contou com 25 categorias e prestigiou artistas de todas as “classes” da cultura hip-hop: underground, mainstream, female MCS, DJs, grafiteiros, produtores e break dancers.

Pier Dogg disse que ficou muito feliz com o resultado do evento devido à repercussão nas redes sociais, ao reconhecimento da sociedade como um todo e ao interesse dos media. “Superou as nossas expectativas”.

Vencedores dos prémios do Hip Hop Awards posam para uma fotografia em grupo
Vencedores dos prémios do Hip Hop Awards posam para uma fotografia em grupo

O empreendedor ainda disse que “Moz Hip Hop Awards” mexeu com a cultura moçambicana e incentivou outros artistas e promotores a criar “awards” de outros géneros, como pandza e kizomba.

Outro ponto importante destacado por Pier Dogg foi o facto de ver artistas que tinham se afastado do hip-hop voltarem a se sentir motivados e quererem mostrar o seu talento. “Isso é extremamente positivo.”

O organizador recebeu bem as críticas ao evento. “Tudo que é award sempre vai gerar polémica: uns preferem outras categorias, outros preferem outros artistas. Estamos cientes disso. Estamos a receber as críticas construtivas. Estamos a anotar para melhorar nas próximas edições”.

O “Moz Hip Hop Awards” contou com um júri independente da organização do evento, formado de cinco pessoas (ativista, radialista, apresentador, agente cultural, crítico cultural), e que ficou no anonimato, analisou a popularidade, a criatividade, a qualidade e a repercussão da obra dos indicados referentes ao ano de 2021.

Versus Moz

No dia 28 de junho, Sidney Mavie, director-geral e executivo da GM Record e Pier Dogg, presidente da produtora Nexta Vida Entertainment, anunciaram uma parceria entre a GM Record e a Nexta Vida Entertainment. “Nós nos unimos em prol da mesma causa para fazer este projeto e muitos outros em prol do hip-hop nacional.”

MOZ VERSUS PIER DOGG E SIDNEY
MOZ VERSUS PIER DOGG E SIDNEY

Pier Dogg mencionou que o “Versus Moz” será uma forma de contar um pouco da história da música moçambicana.

““Versus” vai envolver todos os géneros musicais. Vamos trazer os melhores hits antigos e novos. Vamos contar a nossa história para gerações passadas, para a geração atual e para as gerações futuras”. Ele concluiu a entrevista elogiando a nova parceira. “É uma parceria bem-vinda. Ambos estamos gostando desta interação GM Records e Nexta Vida Entertainment. Essa parceria veio para ficar!”

Fala África: Como a engenharia inspira os poemas de Ailton Moreira?

Fala África: Como a engenharia inspira os poemas de Ailton Moreira?
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No Fala África deste domingo, temos uma conversa com o poeta, engenheiro ambiental, Ailton Moreira, que aproveitou a sua experiência durante a pandemia para lançar o seu segundo livro de poesias “Lírios no Quintal Assombrado.”

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