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Chissano defende gradualismo nas autarquias em Angola, oposição contesta


Joaquim Chissano

Governo e oposição realizaram dois debates sobre o tema em separado no mesmo hotel de Luanda

O antigo Presidente moçambicano Joaquim Chissano defendeu em Angola que o país deve seguir o exemplo do gradualismo na instalação das autarquias no país.

Oposição angolana apresenta posição conjunta sobre autárquicas - 2:15
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A posição de Chissano foi manifestada numa palestra realizada nesta quarta-feira, 6, num hotel de Luanda organizada pelo Governo angolano.

“Era bom que Angola começasse já em alguns municípios depois outros porque isto de tentar criar condições em todo território pode provocar tensões", disse Chissano, um dos principais preletores da palestra o sobre implementação das autarquia organizada pelo Executivo.

No mesmo hotel, mas noutra sala, o tema reuniu quatro presidentes dos partidos da oposição com assento parlamentar que defenderem eleições autárquicas em todo país e com financiamento do Estado.

Abel Chivukuvuku, porta-voz da oposição
Abel Chivukuvuku, porta-voz da oposição

Isaias Samakuva, Abel Chivukuvuku, Benedito Daniel e Lucas Ngonda elaboraram uma declaração em que reiteraram a sua posição.

“As eleições autárquicas devem acontecer em todo território nacional em 2020, o Estado deve assegurar o financiamento das autarquias e os tempos de antena, a CNE deve ser reformulada, para se tornar mais independente, e há necessidade de um novo registo para as autarquias”, defendeu Chivukuvuku em nome do grupo.

Embora a data de 2020 para a instalação das autarquias reúna o consenso dos partidos políticos, Governo e oposição estão divididos quanto ao ritmo de implementação do poder local.

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