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CFB começou a transportar minério da RDC mas regressa vazio


Empresários discutem o que falta para comboio exportar produtos e governador pede empenho

Trinta e quatro anos após o seu encerramento, os Caminhos-de-ferro de Benguela (CFB) começaram a movimentar minérios da República Democrática do Congo (RDC), mas o governador Rui Falcão mostra-se insatisfeito com o facto dE os comboios regressarem vazios.

Caminhos de ferro de Bengulea - 2:28
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A direcção do CFB destacou a movimentação de 16 mil toneladas de minerais provenientes da RDC, nomeadamente concentrado de manganês e cobre.

Ao falar a agentes económicos, o governdor disse ficar “muito triste, todos os dias, quando penso que o comboio que trouxe os minérios está a regressar vazio, apesar do potencial que temos”.

“Há empresas que podem colocar o seu material de construção nessa linha e outras que podem ir ao Congo e à Zâmbia ver o que se pode meter lá”, disse.

O presidente da Associação Industrial Angolana, José Severino, revela que a sua organização tem uma proposta nesse sentido, com a banca incluída, e salienta que o Ministério do Comércio deve ajudar a estruturar o negócio.

‘’O empresário de cá deve ter relacionamento com o empresário de lá”, afirmou apelando de seguida a que “os bancos comerciais tenham correspondentes na RDC”.

“Não conseguimos até hoje, apesar de um financiamento do Banco Africano de Desenvolvimento, partir para a esfera transfronteiriça”, acrescentou apelando o governador para estudar “a nossa proposta de há três anos”.

“Temos potencialidades, como cimenteiras, sal, produtos da pesca e bebidas. Então, o que falta?’’, interrogou.

Joaquim Leiria, membro da Câmara de Despachantes de Angola, disse que é precisa mais divulgação e arranjos operacionais no CFB e motivar o empresariado estrangeiro.

“Já tivemos, a nível de despachantes, pedidos para serviços de trânsito através do Porto do Lobito, usando o caminho-de-ferro, mas não é o desejado”, sublinhou.

“Acho que deverá haver mais divulgação e garantia de segurança para que se encoraje os empresariados nacional e estrangeiro”, acrescentou Leiria para quem “quanto aos arranjos, falo da velocidade, da frequência e da composição dos vagões que transportam a mercadoria’’, concluiu.

Também o Governo do Moxico, última província antes da fronteira com a RDC, está a incentivar empresários de Benguela, quando se sabe que o ouro da Zâmbia pode aumentar a frequência de comboios no corredor económico do Lobito.

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