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Cenário imprevisíveis nas eleições brasileiras de Outubro


Candidatos apresentam projectos

Analistas dizem que tudo pode acontecer e que segunda volta é "outra eleição"

A recta final das eleições no Brasil aproxima-see o cenário eleitoral ainda está incerto.

Dois acontecimentos contribuem para o actual cenário: o atentado sofrido pelo candidato Jair Bolsonaro e o afastamento do ex-Presidente Lula da Silva da corrida eleitoral, por estar preso.

O cientista político Malco Camargos fala sobre esse cenário pouco esclarecedor.

“É um momento de bastante incerteza e que deveria ter mudado com o início da propaganda eleitoral, mas esses dois acontecimentos contribuem para essa situação. Existe hoje uma imprevisibilidade. Não dá para dizer que nos próximos dias não haverá a transferência de voto da ideia de Lula para Fernando Haddad, actual cabeça de lista do Partido dos Trabalhadores. Mas quando isso ocorrer ele ficará materializado e condições negativas e positivas podem ocorrer pelo passado do ex-Presidente”, disse.

O especialista acredita ser pouco provável que a eleição seja definida apenas na primeira volta, mesmo após o atentado ocorrido nas últimas semanas.

“Não vejo essa possibilidade no momento dadà a força dos outros candidatos. Não há dúvida do protagonismo dele nesse processo, mas existem também várias outras forças políticas que contrapõem suas ideias. Isso normalmente leva a disputa ao segundo turno”, ressaltou.

O comentarista político Carlos Lindenberg concorda com o actual cenário de incertezas na política brasileira e apresenta seus argumentos.

“Neste momento não há uma definição clara nesse processo eleitoral. Os últimos factos contribuem para isso, a saída de Lula e o atentado sofrido por Bolsonaro. Esses últimos dias mostram uma ascenção de Haddad na disputa, mas não sabemos até onde ele chegará. Por outro lado, Bolsonaro enfrenta um problema grave de saúde e é incerta a sua presença nas ruas até as eleiçoes”, afirmou.

Caso a eleição chegue ao segundo turno, uma outra história será contada, diz Lindenberg.

“Os próprios cientistas políticos dizem que será uma outra eleição por causa de uma nova recomposição das forças políticas. Adversários agora podem se tornar aliados amanhã, então é uma situação bem diferente do primeiro turno”, complementou.

A Igreja Católica está preocupada com o desenrolar do processo eleitoral, sobretudo pela intolerância nas ruas e o agravamento da criminalização da política.

“A criminalização da política é muito grave porque penalizamos, destruímos algo que é absolutamente necessário e sem igual não funciona, que é a democracia. Não perco a esperança, absolutamente, mas penso que isso não será solucionado rapidamente. Também pelo facto de que as pessoas que se dedicam a política, muitas delas estão há décadas nesse universo. Precisamos de um processo de renovação e a renovação parte de todos nós”, advertiu o reitor da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Dom Joaquim Mol.

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