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Pessoas invisuais queixam-se de não poderem votar como querem em Angola


Autocarro com membros da União Nacional de Inclusão Social de Cegos e Amblíopes de Angola parado pela polícia, Lubango, Huíla

Polícia intercepta manifestação no Lubango que termina dentro de um autocarro

Membros da União Nacional de Inclusão Social de Cegos e Amblíopes de Angola (UNISCAA

Pessoas invisuais queixam-se de não poderem votar como querem em Angola – 2:12
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manifestaram-se nesta quinta-feira 23, no Lubango para exigir a inclusão do braille nos boletins de voto face às eleições de Agosto.

No entanto, a Polícia Nacional interveio e a manifestação que devia ocorrer junto da sede da Comissão Provincial Eleitoral, (CPE) terminou no centro da cidade e no interior de um autocarro.

Na base da manifestação, segundo os promotores, está o alegado silêncio da Comissão Provincial Eleitoral (CPE) da Huíla face a um projecto remetido em Setembro de 2021 à instituição que deve salvaguardar o direito de voto próprio sem recurso a um guia.

O director executivo da UNISCAA, Cláudio Muango, afirma que o objectivo é exigir que os associados votem nas próximas eleições por vontade própria, segundo ele através de um projecto simples.

“Os cegos deveriam votar através da letra braille. Acontece que quando o cego é levado por um guia para votar este por sua vez vota num outro partido da sua vontade, não como indicou o cego. Nós iríamos pegar só as letras iniciais dos nomes, por exemplo, João Lourenço: pegávamos o J e o L e iríamos promover com apoio da CNE um seminário para que todos os cegos a nível do país votem por vontade própria”, explica.

Para a concretização do voto próprio, a UNISCAA diz ter concebido um projecto, segundo o responsável associativo, que não terá chegado à sede da Comissão Nacional Eleitoral (CNE).

“A CNE quando nos recebeu lá em Luanda disse que vocês não têm nenhum projecto aqui e a CPE a nível da Huíla nunca enviou nenhum projecto, isso nos deixou triste nos deixou revoltados. Então ligamos para o presidente da CPE da Huíla, a perguntar: por que não enviou o projecto e durante um ano foi nos mentindo? Ele disse que vocês é que sabem porque a CNE disse que em Angola só existem 3 mil cegos e estes não fazem falta no voto”, conclui.

A VOA tentou sem sucesso uma reacção da Comissão Provincial Eleitoral da Huíla.

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