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Cedeao e militares continuam negociações para saída da crise no Mali


Reunião entre o Comité de Salvação Nacional do Mali e líderes da Cedeao em Bamako

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (Cedeao) e o Comité de Salvação Nacional que dirige o Mali continuam negociacões nesta segunda-feria, 24, à procura de uma solução para crise no país, depois do golpe de Estado na semana passada.

Os militares garantem, no entanto, que vão dirigir o destino do país por três anos, durante os quais vão "rever os fundamentos do Estado do Mali".

As negociações de ontem registaram alguns avanços, como a colocação do antigo Presidente Ibrahim Boubacar Keita em prisao domiciliar, enquanto o primeiro-ministro, Boubou Cissé, vai para uma residência vigiada em Bamako".

O Comité de Salvação Nacional, no poder, anunciou a criação de órgão de transição dirigido por um militar durante três anos, porque disse que deseja rever os fundamentos do Estado do Mali.

Essa transição será dirigida por um órgão presidido por um militar, que ao mesmo tempo será o chefe do Estado", disse uma fonte da delegação da Cedeao presente em Bamako.

O presidente da Comissão da Cedeao, Jean-Claude Kassi Brou, ressaltou "a vontade dos militares de realmente avançar" e expressou o desejo dos países vizinhoz em encontrar "uma solução que satisfaça primeiro os malianos e que seja benéfico para todos os países da região".

"Esperamos poder terminar tudo isso até segunda-feira", acrescentou Brou.

Na quarta-feira, 26, os chefes de Estado e de Governo da Cedeao vão reunir-se para ver se afrouxam ou não as sanções impostas ao Mali cimeira da passada quinta-feira.

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