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CASA-CE promete levar drama de famílias desalojadas em Benguela às Nações Unidas


Desalojados em Benguela, Angola

A coligação de partidos angolanos CASA-CE anunciou nesta terça-feira, 6, que vai levar às Nações Unidas o drama e sofrimento das centenas de famílias desalojadas do bairro das Salinas, na província de Benguela, vítimas de um acto administrativo que está em tribunal.

Quatro meses após as demolições, o vice-presidente da coligação, Alexandre Sebastião, afirma que as condições desumanas, com famílias em tendas bastante pequenas, são equiparadas à ‘’vida de animais amontoados num curral’’.

Delegação da CASA CE visita vítimas de demolições em Benguela – 2:13
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Em visita a Benguela no quadro de uma missão partidária, depois da Huíla, Alexandre Sebastião sublinhou que o interesse nacional levou a sua delegação ao magistério ‘’Lúcio Lara’’, o ponto do realojamento que a Administração Municipal diz ser provisório.

Deputados da CASA-CE em Benguela, Angola
Deputados da CASA-CE em Benguela, Angola

"Não acreditei que estamos numa Angola em paz, foram mesmo as autoridades a fazer isso, em plena propagação da pandemia?’’, afirmou em jeito de pergunta Sebastião.

‘’A população foi empurrada como se fosse uma manada, nem já os pastores tradicionais juntam assim os seus bois, sabem separar’’, desabafa.

Pela Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Nacional, segundo o vice-presidente, vai começar a pressão ao Executivo, que chegará também às Nações Unidas, organização que proíbe demolições sem condições para as vítimas.

‘’Para salvar a vida da população, vamos levar o assunto no patamar das Nações Unidas. Questões de direitos humanos têm que ver com organizações internacionais. Mesmo a nível do Parlamento … vamos começar por aí, para ver se há consciência das autoridades de que governar é servir o povo’’, avança o vice-presidente.

Os deputados Alexandre Sebastião e Manuel Fernandes referem, de resto, que o desespero das famílias é ajustado à situação de uma Benguela em degradação, ao contrário do que observaram no Lubango, com obras em todos os cantos.

Manuel Fernandes lembra as dificuldades financeiras do país e diz que a capital da Huíla está acima das demais cidades por culpa do Presidente da República, João Lourenço.

"Dá meios financeiros a uma província, e o governador consegue realizar obras. Todos sabem de quem é a Omatapalo, a empresa que está nas grandes obras na Huíla. Aliás, o governador de Benguela queixou-se, isto porque a incompetência não está aqui’’, denuncia Fernandes, que aponta o dedo a Lourenço.

"O problema é do titular do poder executivo, temos de dizer sem qualquer problema’’, critica.

A delegação da CASA-CE encontra-se agora Sumbe, província do Kwanza Sul.

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