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Camponeses celebram chuva em Benguela e provável fim da seca


PAM diz que várias províncias angolanas receberam até Novembro chuvas acima da média mas há ainda algumas com fraca pluviosidade

Camponeses na província de Benguela mostraram-se esperançados que as chuvas estejam a pôr termo à seca que afecta várias partes de Angola causando mesmo mortes por fome.

Camponeses contentes com chuva em Benguela – 3:00
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O Programa Alimentar Mundial, PAM, num relatório indica que em certas regiões desde o início da época das chuvas até ao último mês de Novembro a pluviosidade foi acima da média em algumas zonas mas ainda abaixo desse média em outras.

O documento disse que até Novembro partes das províncias de Benguela e do Namibe tinham já recebido a média ou mesmo acima da média de quedas de chuva .

O camponês Agostinho Pedro Sipitali, produtor de milho, massambala, mandioca e ginguba disse que “as pessoas podiam mesmo ter morrido por causa da fome, mas com a chuva já se trabalha”.

Contudo avisou que “faltam meios, os camponeses reclamam, porque temos terra e faltam créditos e tractores”.

Mas Sipitali mostrou-se optimista quanto às perspectivas agrícolas.

“Ninguém mais pode entrar aqui com comida de fora, se Deus quiser os camponeses vão melhorar”, disse.

O presidente da da União Nacional de Apoio aos Camponeses (UNACA) em Benguela, João Januário sublinhou no entanto que as chuvas têm que continuar a caír até pelo menos o fim de Fevereiro mas disse que as chuvas já caídas são um bom sinal.

“A agricultura familiar tinha já muitas culturas no terreno, ficámos tristes quando a chuva faltou durante três semanas mas agora, estamos animados, as culturas estão de saúde,” acrescentou Spitali que ainda que "fizemos essa ronda pela província" para confirmar isso.

O PAM disse ainda que o sudoeste do Uige, as províncias do Bengo e Luanda, a parte ocidental do Kwanza Norte e Kwanza Sul e parte central do Namibe e parte leste do Moxico receberam acima da média da precipitação durante o período até Novembro.

Mas o PAM disse que províncias do nordeste e sudeste incluindo aglumas regiões da Húila receberam menos de 80% da média de precipitação.

Para os meses de Outubro e Novembro, diz o documento, a província da Huíla, parte do Huambo e Bié, o sul do Kuando Kubango, o leste das Lundas Norte e Sul e uma parte do Moxico foram as zonas que durante esse período menos chuva reeberam comparado com a média, recebendo nesse período entre 60 e 80% dessa média

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