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Cabo Verde: Vice-presidente da UCID é candidato à liderança dos democratas-cristãos


João dos Santos Luís, vice-presidente da UCID, Cabo Verde

João dos Santos Luis aponta como objectivo fazer da UCID um partido do arco do poder

O vice-presidente da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID), João dos Santos Luís, vai concorrer à liderança do terceiro partido com assento parlamentar, no congresso previsto para realizar-se em Março, no Mindelo, ilha de São Vicente.

Antigo deputado e que foi quinto colocado na lista do partido para as legislativas de Abril de 2021, mostrou-se disponível a concorrer nas vésperas do actual presidente da UCID, António Monteiro, ter anunciado que não vai a votos no congresso.

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Na apresentação pública dacandidatura na passada sexta-feira, 7, João dos Santos Luis afirmou que caso for eleito,a sua liderança “será a mais democrática possível, respeitando sempre os estatutos, os demais membros de direcção e as bases do partido que são os militantes”.

"Procuraremos o equilíbrio e o bom senso na tomada de decisões, seremos o máximo possível coerentes por forma a que não haja contradição entre o que fizemos ontem, o que vamos fazer hoje e o que faremos amanhã", afirmou Santos Luís.

Na apresentação da sua candidatura colocou como objectivos vencer a Câmara Municipal de São Vicente e aumentar o leque de Câmaras Municipais em que a UCID tem representantes.

“Mas o objectivo maior será, sem sombra de dúvida, trabalhar arduamente para permitir que a UCID ascenda à condição de partido do arco do poder, tornando-se, assim, num elemento incontornável nas decisões de governação de Cabo Verde”, sublinhou.

Para o jornalista José Vicente Lopes, as declarações de Santos Luís não dão sinais claros de ruptura com o actual líder, mas de alguma demarcação em relação à forma como determinadas questões foram tratadas nos últimos tempos.

A inclusão dele no quinto lugar da lista para as legislativas passadas, depois de ter sido deputado na legislatura anterior, acabando por não se eleger, e o apoio dado por António Monteiro à candidatura presidencial de Carlos Veiga podem constituir pontos de alguma divergência na gestão do partido, adianta aquele analista político.

"O facto de Monteiro estar a deixar a liderança da UCID alegando cansaço é a factura queele está a pagar pelo apoio que deu ao Veiga inclusive contra a posição de vários elementos do partido", diz Lopes.

O jornalista e escritor questiona se o próximo líder terá capacidade e condições para conseguir melhores resultados para a UCID, que sob a liderança de António Monteiro conseguiu eleger quatro deputados nas legislativas.

O presidente da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID), terceira força política no Parlamento, não se recandidata à liderança do partido que dirige desde 1997.

No passado dia 4, em conferência de imprensa na sede do partido, na ilha de São Vicente, António Monteiro afirmou ser “tempo de dar espaço para que haja outras cabeças e visões”.

“Não serei candidato porque considero que já dei o meu máximo. Já me sinto até um pouco cansado nestas lides e é altura de me afastar. Contudo, continuarei a servir o país enquanto deputado ou noutras responsabilidades que o futuro poderá me colocar pela frente. Mas penso ainda, antes de passar a idade de reforma, voltar à minha profissão e contribuir para melhorar a vida dos cabo-verdianos, também nesta área”, afirmou Monteiro.

Em Dezembro, o militante Edson Ribeiro manifestou a sua intenção de concorrer à presidência da UCID, mas até agora não formalizou qualquer candidatura.

O novo presidente da UCID será eleito no congresso previsto para decorrer de 25 a 27 de Março, e sucederá a António Monteiro, que termina um longo ciclo de liderança, de 24 anos.

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