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Cabo Verde prende alegado colaborador de Nicolás Maduro procurado pelos Estados Unidos


Nicolás Maduro, Presidente da Venezuela

As autoridades de Cabo Verde prenderam um empresário alegadamente ligado ao Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e procurado nos Estados Unidos, confirmou o Departamento de Justiça americano.

Alex Saab, um colombiano que usa também passaporte da Venezuela, foi preso na sexta-feira, 12, quando o avião em que seguia a caminho do Irão fez escala em Cabo Verde para reabastecimento

O nome de Saab está na chamada lista “vermelha” de procurados da Interpol.

A agência de noticias Reuters disse que Saab tinha um contrato com o Governo de Nicolás Maduro para obter fornecimentos para o progama de subsidio alimentar.

O empresário foi acusado pelas autoridades americanas de “lavagem” de dinheiro e por alegados contratos fraudulentos elaborados para enriquecer a família de Maduro e o próprio Saab, através de sobrefaturação e do uso do sistema cambial controlado pelo Governo.

Na altura, o secretário do tesouro americano Steve Mnuchin disse que Saab estava envolvido numa “vasta rede de corrupção” com membros do govenro de Maduro.

“Usam os alimentos como uma forma de controlo social para recompensar apoiantes políticos e punir os oponentes embolsando ao mesmo tempo mihõe de dólares através deesquemas fraudulentos”, sustentou.

Saab é também procurado na Colombia por lavagem de dinheiro.

Na semana passada, o procurador-geral da Colombia disse que tinha congelado os bens de Saab no país avaliados em 9,2 milhões de dólares.

A advogada de Saab nos Estados Unidos Maria Dominguez confirmou a detenção do empresário em Cabo Verde. mas recusou-se a dar outros pormenores.

O Ministério das Relações Exteriores da Venezuela afirmou que Saab foi detido quando estava a trabalhar com “agente” do Govenro venezuelano numa viagem para obter alimentos, medicamentos e outros bens humanitários para ajudar o país a combater a pandemia do coronavírus.

“A Venezuela pede ao Estado de Cabo Verde para libertar Alex Saab”, lê-se na declaração que descreveu a prisão como uma “detenção arbitrária” que viola a lei internacional.

Caracas acrescentou que Saab devia estar sujeito a imunidade diplomática.

A Venezuela tem estado a profundar as suas relações com o Irão que recentmente enviou petroleiros com combustivel para a Venezuela.

O jornal peruano Gestion, citando a agência de notícias espanhola EFE, informou que uma fonte próxima do Governo cabo-verdiano tinha confirmado a prisão, que aconteceu no Aerporto Internacional Amilcar Cabral.

“O pedido de detenção foi feito pelos Estados Unidos através do gabinete da Interpol e a Polícia Judiciária de Cabo Verde procedeu à excução do mandato”, acrescentou a mesma fonte.

Os Estados Unidos reivindicam autoridade para julgar Saab alegando que ele e um sócio, Enrique Pulido, usaram bancos americanos para depositar cerca de 350 milhões de dólares que foram defraudados através do sistema de controlo cambial da Venezuela.

Um tribunal na Florida tinha anteriormente considerado Saab como um foragido da lei.

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