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Cabo Verde e a adesao à NATO: Constituição tem de mudar


Intenção foi manifestada pelo PM Ulisses Correia e Silva

O primeiro-ministro cabo-verdiano manifestou recentemente o interesse no reforço da parceira com a União Europeia e os Estados Unidos em matéria de defesa e segurança do arquipélago, deixando no ar a possibilidade de uma eventual adesão à NATO.

Ulisses Correia e Silva destacou a importância de o país possuir uma parceria forte para garantir a segurança da vasta zona marítima que possui.

As reacções não se fizeram esperar com o PAICV, principal partido da oposição, a lembrar que “uma possível adesão à NATO exige maior concertação interna”, segundo o seu secretário-geral.

Julião Varela reconhece, no entanto, que Cabo Verde está obrigado a reforçar parceira com organismos internacionais e países estrangeiros em matéria da defesa e segurança.

Por seu lado, o professor de Direito e especialista em segurança João Santos entende que para dar esse passo “há que, primeiro, promover a revisão da Constituição”, já que a carta magna vigente não permite a instalação de qualquer base no país.

O jurista e oficial superior da polícia na reforma acrecenta que uma eventual entrada na NATO seria sempre para a referida organização ter estruturas em Cabo Verde, a fim de garantir a segurança na zona e evitar as acções de inimigos e entrada dos mesmos, nos territórios de países membros.

A VOA contactou o secretário-geral do Movimento para a Democracia (MpD) no poder, Miguel Monteiro, que limitou-se a dizer que o partido nada tem a acrescentar sobre essa matéria.

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