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Cabo Verde: Candidaturas independentes enfrentam dificuldades nas “Autárquicas” 


Cidade da Praia, Cabo Verde

Em Cabo Verde, 14 listas independentes concorrem às eleições autárquicas do próximo dia 25 do corrente, mas relatam dificuldades impostas pelos partidos fortes.

Cabo Verde: Candidaturas independentes enfrentam dificuldades nas “Autárquicas”
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Alguns candidatos abordados pela VOA consideram que se trata de uma missão difícil, uma vez que a sociedade é altamente partidarizada e os próprios partidos politicos, sobretudo a força que sustenta a governação central e municipal, tudo fazem para dificultar o espaço de manobra e acção aos grupos de cidadãos que se apresentam na corrida eleitoral.

Milton Paiva deputado nacional do MPD, decidiu concorrer à Câmara municipal de São Domingos liderando uma lista impendente.

O candidato afirma que apesar de Cabo Verde possuir boas leis e realizar eleições regulares com alternância de poder pacífica, ainda falta uma maior cultura e exercício prático da democracia.

Paiva diz que "esse tipo de ameaças e pressão não saem nos jornais, mas é altamente cruel. Nós por exemplo, tivemos várias desistências e os motivos são vários. Há pessoas que aceitam participar numa lista e depois é-lhes oferecido um cargo para que desistam; outras recebem promessas de emprego, de um projeto adjudicação que estavam à espera, outras têm famílias em negócios e receiam perder".

Este candidato conta que por detrás da cortina da democracia , igualdade e oportunidade de concorrência, há muitos "obstáculos e ameaças" que fazem com que grupos independentes sejam raros.

Espaço para sociedade civil

Paiva afirma que pessoas "ousadas como nós tomam esse risco" na expetativa de dar contribuições para que a participação de grupo de cidadãos seja normal e sem grandes dificuldades.

O economista Paulino Dias é outro cidadão que concorre à presidência da Câmara municipal da Ribeira de Santo Antão, liderando um movimento independente.

Para ele, é preciso que se valorize mais as candidaturas organizadas fora da esfera partidária.

"Não significa que os partidos políticos sejam menos importantes, têm grande importância no sistema democrático e representativo que escolhemos, mas é preciso criar espaços para que a sociedade civil possa também participar nos processos de gestão do território de forma mais fortalecida", defende Dias.

Na ótica do economista, os partidos devem acabar com sinais de receio e dificuldades em lidar com a sociedade civil organizada.

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