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Cabo Verde: Candidatos presidenciais intensificam acções no terreno 


Palácio presidencial, Cabo Verde

Em Cabo Verde, os candidatos presidenciais desdobram-se em contactos de pré campanha, com realce para os concorrentes que são apoiados pelos principais partidos do arquipélago.

As eleições para a escolha do sucessor de Jorge Carlos Fonseca, no Palácio do Plateau, estão marcadas para 17 de Outubro. Na corrida estão: Carlos Veiga apoiado pelo MPD e UCID, José Maria Neves apoio pelo PAICV, Hélio Sanches, Joaquim Jaime Monteiro, Casimiro de Pina, Fernando Rocha Delgado e Gilson dos Santos Alves.

Cabo Verde: Candidatos presidenciais intensificam acções no terreno
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Carlos Veiga tem defendido o voto na sua candidatura para a manutenção da estabilidade; José Maria Neves entende que colocar todo o poder na mesma esfera político-partidária pode perigar o equilíbrio democrático; e Hélio Sanches considera que os ex-chefes de governo fruto do partido único já não têm muito a dar à vida pública e política.

0 analista politico José António dos Reis não concorda com a tese de que determinados candidatosestão a defender, por entender que o Presidente da República não dever ser visto como opositor e ou pró-governo.

"Sendo o Presidente da República um árbitro e moderador do sistema, os candidatos não devem estar atrelados a estratégias de natureza partidária", diz o antigo ministro da comunicação social.

Por seu lado, o jornalista José Vicente Lopes afirma quecada um joga com os seus argumentos, mas espera que o povo saiba tirar as devidas ilações e apostar no candidato que de facto possa exercer com a maturidade necessária as funções de Presidente da República.

"Neves vai apostar obviamente na necessidade de não colocar todos os ovos no mesmo cesto; da mesma forma, Veiga vai procurar explorar o facto de estar em situação de proximidade com o Governo (…) da mesma família política e exercer uma presidência mais tranquila, e sobretudo mais cúmplice; enquanto os outros candidatos irão esgrimir os argumentos que tem, ficando a decisão nas mãos do povo," anota Lopes.

O jornalista disse ter ainda duvidar da “separação das águas” por parte dos cidadãos em relação às eleições presidenciais, mas realça, necessidade de não serem " ingênuos e nem otários ".

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