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Cabo Verde: Aumento do preço de electricidade e combustível pode sufocar a população


Mercado, Cabo Verde

Na sequência do aumento das tarifas de electricidade e o novo aumento dos preços de combustíveis em cerca de nove cento, cidadãos ouvidos pela VOA consideram que o Governo deve fazer uma boa engenharia na aplicação de determinadas medidas, sob pena de sufocar ainda mais a classe baixa da população.

Segundo dados postos a circular, desde o início do ano, os combustíveis já sofreram aumento em mais de 40 por cento, situação que preocupa as populações, tendo em conta que isso faz disparar os preços de outros bens de consumo.

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De notar que o aumento não têm sidoacompanhado com a reposição do poder de compra, tendo em conta que há mais de cinco anos que não se regista actualização dos salários na administração pública.

Numa ronda pela cidade da Praia, capital do arquipélago, a VOA registou a preocupação de alguns cidadãos sobre a situação económica e os custos de vida.

Tony, um conhecido barbeiro na rua 5 de Julho, afirma que a situação começa a ficar complicada e insustentável para muitas famílias e pede a intervenção doGoverno .

Por sua vez, João Pires entende que da forma como as coisas estão a caminhar, o povo de forma ordeira e organizada deve sair às ruas e exigir a reposição do poder de compra.

Salários e mitigação

"Devemos fazer tudo para exigir ao Governo para fazer o reajustamento salarial do próximo ano, porque na situação dessa actualização não ser feita, penso que o povo deve sair a rua e manifestar na clara defesa dos seus direitos", disse.

Embora o país e o mundo estejam a viver tempos difíceis devido às consequências da pandemia, o economista António Batista entende que oExecutivo deveencontrar mecanismos para mitigar os efeitos negativos doaumento na vida da população, sobretudo das camadas mais desfavorecidas .

"Penso que o governo deve ter mais criatividade no que tributar; poderíamos focar mais nos bens de luxo, que não são muito essenciais e aumentar a tributação para as famílias mais abastadas e do património, fugir um pouco da tributação do consumo, porque já os pobres estão mais prejudicados e com o agravamento fiscal vão estar ainda muito mais penalizados", diz Batista.

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