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Cabinda "penalizada" no Orçamento Geral do Estado


Deputado pela UNITA Raul Tati e cidadãos denunciam abandono

Quinze projectos ligados aos sectores da construção, rducação e saúde na província angolana de Cabinda podem ser excluídos do Orçamento Geral de Estado (OGE) do ano 2020 pelo facto de terem sido já executados.

Avaliados em mais de dois mil milhões de kwanzas, o OGE para a província contemplava obras concluídas há mais de dois anos como a sala de conferências de Simulambuco, o edifício da Delegação Provincial da Justiça e Direitos Humanos, a pavimentação da via Amílcar Cabral/antigo mercado do Gika, e a recuperação e apetrechamento do centro de saúde do Chiweca, entre outros.

Este facto foi detectado pelos deputados do círculo eleitoral de Cabinda, que apresentaram a preocupação na segunda-feira, 2, durante o encontro de trabalho da Comissão de Economia e Finanças da Assembleia Nacional e os governadores provinciais, no âmbito da discussão e aprovação do Orçamento Geral do Estado para 2020.

Para o deputado Raul Tati, da UNITA, "o OGE não passa de um instrumento de corrupção em Angola".

"O OGE tem sido o principal instrumento de corrupção em Angola na medida em que é um grande sorvedor de dinheiros que vão parar nos bolsos daqueles que têm estado a desviar os dinheiros públicos", disse Tati.

“Não é uma coisa nova que foi identificada agora. Mesmo no orçamento de 2018, o primeiro orçamento dessa legislatura já tínhamos identificado algumas rubricas de alguma maneira caricatas, como a questão de construção e manutenção de infraestruturas ferroviárias em Cabinda”, acrescenta o parlamentar, para quem "os titulares dos poderes públicos continuam com a opacidade de enganar o povo".

As reacções da população não tardaram e alguns cidadãos consideram que a situação de Cabinda é deplorante e requer a atenção de quem governa.

"O Governo deve olhar com muita atenção para a província de Cabinda. Acho que somos constantemente excluídos nos programas do pais, basta ver que todas as províncias tiveram centralidades e Cabinda não”, disse um cidadão.

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