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Câmara dos Deputados arranca audiências públicas sobre processo de impugnação


Republicanos preparam forte defesa de Trump

Após três semanas de depoimentos a portas fechadas de antigos diplomatas e funcionários do Governo americano, o país passará a ouvir, a partir desta quarta-feira, 13, testemunhos de pessoas que os democratas consideram vitais para a eventual abertura de um processo de impugnação contra o Presidente Donald Trump.

Os primeiros a depor são William Taylor, o actual diplomata na Ucrânia, e George Kent, que coordena os assuntos sobre a Ucrânia no Departamento de Estado.

O presidente do Comité de Inteligência da Câmara dos Deputados, Adam Schiff, disse que Taylor, Kent e Marie Yovanovitch, a antiga embaixadora na Ucrânia que deve ser ouvida na sexta-feira, 15,"têm décadas de serviço dedicado e exemplar à nossa nação, é de vital importância que o povo americano e todos os membros do Congresso ouçam com suas próprias palavras o que experimentaram e testemunharam".

Nas sessões a portas fechadas na Câmara, Taylor e Kent disseram que Trump pressionou o Presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy para investigar um dos seus principais opositores democratas na corrida à Casa Branca em 2020, o ex-vice-presidente Joe Biden, antes de autorozar a entrega de 391 milhões de dólares em ajuda militar que Kiev devia usar para combater separatistas pró-Rússia na parte oriental do país.

Mas os republicanos, de acordo com memorandos que circulam entre os membros do partido antes das audiências, pretendem questionar profundamente o entendimento daqueles diplomatas sobre a intenção de Trump em lidar com a Ucrânia e insistem que o Presidente tem um "cepticismo profundo, genuíno e razoável" sobre a corrupção na Ucrânia e que a retenção da ajuda era "inteiramente aceitável".

No mês de Julho, numa conversa telefónica com Zelenskiy, Trump pediu ao líder ucraniano "um favor": a investigação do trabalho realizado pelo filho do antigo vice-presidente, Hunter Biden, numa empresa ucraniana de gás natural e outra a uma suspeita já refutada pelas autoridades da Ucrânia de que interferência nas eleições de 2016 teria partido de Kiev e não da Rússia.

A defesa dos republicanos assentam-se em três pressupostos: a ligação de 25 de Julho "não mostra qualquer condicionamento ou evidência de pressão", que o Presidente ucraniano não sabia que a ajuda militar estava retida e que Trump finalmente autorizou a ajuda militar a 11 de Setembro, sem que a investigação aos Bidens tenha sido aberta.

O Presidente Trump continua a considerar esse processo de “farsa e caça às bruxas”.

O comité programou também três dias de audiência na próxima semana, em que deve ouvir o embaixador Kurt Volker, o tenente-coronel Alexander Vindman, o embaixador americano na União Europeia, Gordon Sondland, e antiga diretora sénior do Conselho de Segurança Nacional, Fiona Hill.

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