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Brasil entre os países onde mais ambientalistas são mortos


América Latina é a região onde mais activistas foram mortos

O Brasil é o quarto país onde mais activistas ambientais foram assassinados, atrás das Filipinas, Colômbia e Índia, em 2018, num total de 164 em todo o mundo.

A revelação está num relatório da organização não governamental Global Witness publicado nesta terça-feira, 30, que indica pelo menos 20 vítimas no Brasil no ano passado.

"É um fenómeno que pode ser visto em todas as partes do mundo. Os defensores do meio ambiente e da terra, dos quais um número significativo são representantes dos povos indígenas, são considerados terroristas, criminosos ou delinquentes por defenderem os seus direitos", afirma no documento a relatora-especial sobre os Direitos dos Povos Índígenas da Organização das Nações Unidas, Vicky Tauli-Corpuz, para quem "esta violência supõe uma crise para os direitos humanos, mas também uma ameaça para todos aqueles que dependem de um clima estável".

No mundo, foram mortos 164 activistas ambientais por defender suas casas, terras e recursos naturais contra projectos de mineração, florestais ou agroindustriais.

Mais da metade dos casos ocorreu na América Latina, com a Colômbia (24 mortos), Brasil (20) e Guatemala (16) a liderar esta ofensiva.

Em todo o mundo, a mineração foi o sector mais letal, com 41 pessoas assassinadas por protestar contra a extração ilegal de recursos.

Em 2018, as Filipinas substituíram o Brasil na liderança com 30 mortos, enquanto a Índia registou 23.

O documento aponta que outros "incontáveis" activistas sofreram violência, intimidação e uso ou modificação de leis antimanifestação, no momento em que aumenta o papel de investidores, incluindo bancos de desenvolvimento, em projectos polémicos, a facilitar as violações desses direitos.

A Global Witness denuncia a "tendência preocupante" de intimidação e prisão de defensores do meio ambiente.

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