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Braço-de-ferro na Ordem dos Médicos de Angola


Assembleia-geral extraordinária destitui bastonária e porta-voz classifica decisão de diversão

O Conselho Regional Norte da Ordem dos Médicos de Angola (Ormed) deliberou no sábado, 17, em assembleia-geral extraordinária, a destituição da bastonária do órgão, Elisa Gaspar, como a VOA noticiou na ocasião.

Entretanto, o porta-voz da ordem diz ter tomado conhecimento da decisão apenas pelos meios de comunicação social e garante que não reconhece a destituição.

Ordem dos médicos de Angola em crise - 1:45
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Na base da decisão está, entre outras causas, um suposto desvio de 19 milhões de kwanzas, denúncia que, Elisa Gaspar, considera falsa.

A assembleia-geral extraordinária foi convocada pelo Conselho Regional Norte da Ormed e, segundo a presidente daquele órgão, Arleth Luiele, fica criada uma comissão de gestão que tem 90 dias para realizar uma nova assembleia electiva.

Em resposta, Aldemiro Cussivila, porta-voz da Ormed, que disse ter tomado conhecimento pela imprensa, afirmou que “por forma a esclarecer a opinião pública, a doutora foi eleita para um mandato de três anos 2019 a 22, e não passa de um acto de diversão com vista a distrair a opinião pública”, e reiterou que “bastonária vai cumprir o seu mandato até ao fim”.

Médica pediatra-neonatologista, Elisa Gaspar foi eleita bastonária da Ordem dos Médicos de Angola, a 28 de Abril de 2020, por 45,5 por cento dos votos.

Entretanto, ao justificar a proposta, o Conselho Regional Norte disse que deveu-se, essencialmente, a uma suposta gestão danosa de bens financeiros e patrimoniais por parte de Elisa Gaspar.

A assembleia-geral extraordinária teve a participação presencial de 53 médicos, enquanto 408 participaram virtualmente em representações dos conselhos regionais norte e sul.

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