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Botswana baniu dois caçadores por terem morto elefante protegido


Elefantes preparam-se para atravessar a estrada em Kasane, distrito de Chobe, Botswana, 28 de Maio, 2019.

O governo do Botswana revogou as licenças de dois caçadores profissionais que mataram a tiros um elefante protegido e depois destruíram a sua coleira para tentar esconder as provas.

Em comunicado divulgado no sábado, o Ministério do Meio Ambiente e Turismo disse que os caçadores profissionais Michael Lee Potter e Kevin Sharp haviam renunciado as suas licenças depois de terem atirado no elefante no final do mês passado.

As suas nacionalidades não puderam ser estabelecidas imediatamente. Potter foi banido por um período indeterminado e Sharp por três anos.

Este abate lembrou a morte de 'Cecil, o leão', por um caçador americano no vizinho Zimbabwe em 2015, também um animal que tinha um colar de pesquisa e deveria ser protegido. A sua morte provocou indignação nas redes sociais.

O Presidente do Botswana, Mokgweetsi Masisi, provocou polémica global quando levantou a proibição de caçar elefantes em Maio. A proibição tinha sido instalada cinco anos antes pelo seu antecessor, Ian Khama, um fervoroso conservacionista.

A população geral de elefantes de África está a diminuir devido à caça furtiva, mas o Botswana, lar de quase um terço dos elefantes do continente, viu o número crescer de 80 mil no final dos anos 90 para 130 mil.

Autoridades do país do sul de África dizem que os animais estão a causar problemas para os agricultores, destruindo suas colheitas; portanto, a caça é necessária para reduzir seu número.

O Botswana tem uma população de cerca de 2,3 milhões pessoas e as suas extensões de área selvagem atraem milhões de turistas estrangeiros para ver a sua vida selvagem.

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