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Bolsonaro diz ser falácia que Amazónia é património mundial e ataca países


Presidente brasileiro defende na ONU mudanças noutros países

O Presidente brasileiro Jair Bolsonaro afirmou ter um "compromisso solene" com a preservação meio ambiente e acusou líderes estrangeiros de ataque à soberania do Brasil.

Ao intervir na abertura da 74ª. Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova Iorque, nesta terça-feira, 24, como é tradição desde 1949, Bolsonaro disse ser uma” falácia dizer que a Amazónia é um património da humanidade e um equívoco, como atestam os cientistas, afirmar que a Amazónia, a nossa floresta, é o pulmão do mundo”.

“Valendo-se dessas falácias um ou outro país, em vez de ajudar, embarcou nas mentiras da mídia e se portou de forma desrespeitosa e com espírito colonialista. Questionaram aquilo que nos é mais sagrado, a nossa soberania", afirmou o Presidente brasileiro.

Mais à frente, ele garantiu que “em primeiro lugar, meu Governo tem o compromisso solene com a preservação do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável em benefício do Brasil".

"Quero deixar claro: O Brasil não vai aumentar para 20 por centro a sua área já demarcada como terra indígena, como alguns chefes de Estado gostariam que acontecesse", afirmou Bolsonaro, acrescentando que, "muitas vezes", líderes indígenas como o cacique Raoni, são "usados como peça de manobra" por governos estrangeiros.

“A visão de um líder indígena não representa a de todos os índios brasileiros. Muitas vezes, alguns desses líderes, como o cacique Raoni, são usados como peça de manobra por governos estrangeiros na sua guerra informacional para avançar seus interesses na Amazônia”, reiterou o Presidente brasileiro.

Críticas ao socialismo

Jair Bolsonaro fez críticas ao socialismo no discurso e disse que o Brasil esteve muito próximo, em governos passados, de se tornar um país socialista, numa alusão ao PT.

"No meu governo, o Brasil vem trabalhando para reconquistar a confiança do mundo, diminuindo o desemprego, a violência e o risco para os negócios, por meio da desburocratização, da desregulamentação e, em especial, pelo exemplo esteve muito próximo do socialismo", disse.

Ele acrescentou que, com os Estados Unidos e outros países, o Brasil trabalha para restabelecer a democracia na Venezuela, sem deixar de se empenhar "duramente" para que outros países da América do Sul tenham governos similares.

Entre outros temas, no capítulo da economia, o Presidente brasileiro afirmou que o seu Governo procura aproximar-se de países "que se desenvolveram e consolidaram suas democracias" e defendeu as liberdades políticas e económica.

"Não pode haver liberdade política sem que haja também liberdade económica e vice-versa. O livre mercado, as concessões e as privatizações já se fazem presentes hoje no Brasil", defendeu, e destacou acordos comerciais feitos, como o anunciado entre Mercosul e União Europeia, e disse que o seu Executivo está pronto para iniciar o processo de adesão à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico.

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