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Bolsonaro critica investigação da Polícia Federal sobre atentado


Apoiantes de Bolsonaro, 15 de Setembro, 2018.

"Parece que a PF age em parte como uma defesa do criminoso. Não quero que inventem o responsável, mas quero que apurem o caso", disse.

O candidato a presidência Jair Bolsonaro, do PSL, criticou hoje, 25 a condução das investigações sobre o atentado que sofreu em Juiz de Fora, quando foi atingido por uma faca no último dia 6.

Bolsonaro critica investigação da Polícia Federal sobre atentado
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A declaração foi dada em entrevista exclusiva à Rádio Jovem Pan, no hospital Albert Einsten em São Paulo onde o candidato se recupera.

Bolsonaro rebateu entrevista do delegado da Polícia Federal (PF) Rodrigo Morais que o agressor Adélio Bispo de Oliveira agiu Sozinho. Bolsonaro disse ainda que mudará a legislação penal para aumentar a punição em casos de tentativa de homicídio.

"Ele foi para cumprir a missão dele e isso me mostra que teria gente por trás disso. Pelo que ouvi dizer, a Polícia Civil de Juiz de Fora está mais avançada nas investigações que a Polícia Federal, que tenta abafar o caso. Parece que a PF age em parte como uma defesa do criminoso. Não quero que inventem o responsável, mas quero que apurem o caso", disse.

O candidato do PSL contou ainda que, quando deixar o hospital, fará uma transmissão ao vivo na página do Facebook que mantém, durante o horário eleitoral gratuito.

"A quem diz que eu sou um risco para a democracia, eu digo que sou um risco para os esquemas deles. Na minha gestão, não vai mais ter indicação de cargo político. Conversei com o Paulo Guedes e vamos privatizar as estatais", rebateu o deputado. Quanto à governabilidade, garantiu que não fará alianças e só nomeará para os ministérios pessoas suficientemente "competentes".

A entrevista de Bolsonaro foi gravada antes da divulgação da nova pesquisa IBOPE com os números na disputa pela presidência que mostram o candidato do PSL na liderança com 28%.

Mas agora ele é seguido mais de perto pelo segundo colocado, Fernando Haddad do PT, que tem 22%.

Ciro Gomes do PDT, tem 11%; Geraldo Alckmin, PSDB 8%; Marina Silva (REDE) 5%. Depois vem João Amoêdo (Novo) tem 3%; Alvaro Dias (Podemos) e Henrique Meirelles (MDB) têm 2% cada; Guilherme Boulos (PSOL), 1%; Cabo Daciolo (Patriota), Vera (PSTU), João Goulart Filho (PPL) e Eymael (DC) não pontuaram.

Nas simulações de segundo turno, Bolsonaro perde em todos os cenários, para Ciro, Marina, Alckmin e Haddad. A pesquisa ouviu 2.506 eleitores entre sábado e domingo. A margem de erro é de dois pontos.

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