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Bloomberg doa 4,5 milhões de dólares para apoiar o Acordo Climático de Paris


Michael Bloomberg (esquerda) e António Guterres.
Michael Bloomberg (esquerda) e António Guterres.

O dinheiro apoiará o trabalho que os países em desenvolvimento fazem para alcançar as metas definidas no acordo, disse a fundação de Bloomberg.

O ex-presidente da Câmara de Nova Iorque, Michael Bloomberg, anunciou no domingo, a doação de 4,5 milhões de dólares ao Secretariado das Nações Unidas para as Mudanças Climáticas para cobrir uma lacuna de financiamento do governo dos EUA ao Acordo Climático Internacional de Paris.

A fundação de caridade da Bloomberg disse que o dinheiro apoiará o trabalho que os países em desenvolvimento fazem para alcançar as metas definidas no acordo, bem como "promover a acção climática" entre cidades e empresas.

O tratado de 2015, assinado por mais de 200 nações e entidades, promete conter o dióxido de carbono e outras emissões de gases de efeito estufa, com a finalidade de limitar o aumento da temperatura global.

Activistas junto à Torre Eiffel, em Paris, na semana da assinatura do acordo.
Activistas junto à Torre Eiffel, em Paris, na semana da assinatura do acordo.

A administração do ex-presidente Barack Obama foi uma das signatárias de Paris, mas o presidente Donald Trump disse que sairia do acordo.

Na campanha, Trump apresentou-se como impulsionador de combustíveis fósseis, céptico da ciência da mudança climática e disse que o acordo de Paris faria com que as empresas americanas perdessem milhões de empregos.

"Este acordo é menos sobre o clima e mais sobre outros países que tiram vantagem financeira sobre os Estados Unidos", disse Trump no ano passado.

Bloomberg fez um pagamento semelhante no ano passado e prometeu continuar as contribuições. E no domingo, em entrevista à CBS News, ele disse que Trump é capaz de mudar a sua posição.

Maiores emissores de dióxido de carbono

"Mas ele deveria mudar de idéia e dizer, olhe, realmente há um problema aqui, a América é parte do problema, a América é em grande medida parte da solução, e devemos entrar e ajudar o mundo a travar um potencial desastre," disse Bloomberg.

Os Estados Unidos estão entre os maiores emissores de dióxido de carbono do mundo.

Em março, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Antonio Guterres, disse que, por causa das acções das empresas e das autoridades locais, os EUA "poderiam cumprir os compromissos assumidos em Paris como país".

A biodiversidade irá diminuir em resultado das mudanças climáticas. Crédito: Nick Graham
A biodiversidade irá diminuir em resultado das mudanças climáticas. Crédito: Nick Graham

Guterres nomeou Bloomberg como seu enviado especial para a acção climática em março.

No domingo, Guterres mandou um tweet agradecendo Bloomberg "por seu generoso apoio às Nações Unidas, mas também pela sua liderança global na ação climática".

O ano passado foi o terceiro ano mais quente já registado. Os cientistas notam cada vez mais evidências da mudança climática em ondas de calor, tempestades e outras condições climáticas extremas.

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