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Biden nomeia ex-diplomata para director da CIA


William Burns (foto arquivo Março 2014)

Burns promete, se confirmado, "fortalecer a confiança e a cooperação de inteligência com nossos aliados e parceiros". 

O presidente eleito dos EUA, Joe Biden, deu mais um passo no seu esforço para renovar as agências de inteligência do país, anunciando nesta segunda-feira que nomeará o diplomata de carreira William Burns para ser seu director da Agência Central de Inteligência (CIA).

Burns, um veterano de 33 anos no Departamento de Estado dos EUA, serviu sob os presidentes republicanos e democratas, servindo como embaixador na Rússia do ex-presidente dos EUA George W. Bush e como vice-secretário de Estado do ex-presidente Barack Obama.

Em vídeo divulgado na segunda-feira, Biden elogiou Burns, de 64 anos, como um “diplomata exemplar”, dizendo que ele partilha a crença de que a inteligência deve ser apolítica.

Se confirmado, Burns substituiria a actual directora da CIA Gina Haspel, que trabalhou na agência por mais de três décadas antes de se tornar a primeira mulher a liderar a principal agência de espionagem do país em 2018.

Haspel manteve suas aparições públicas ao mínimo durante seu mandato, marcado pelo crescente antagonismo entre a Casa Branca e a comunidade de inteligência dos EUA, embora tenha entrado em conflito publicamente com o presidente cessante Donald Trump.

Um dos confrontos mais notáveis ocorreu em janeiro de 2019, quando ela e outros funcionários da inteligência contradisseram várias alegações da Casa Branca durante um briefing aos congressistas sobre ameaças.

No início deste mês, Haspel supervisionou um novo visual para o sitío da CIA num esforço para recrutar uma força de trabalho mais diversificada. Em um comunicado, ela disse que espera que o redesenhado sítio "desperte o interesse de americanos talentosos, dando-lhes uma noção do ambiente dinâmico que os espera aqui".

No vídeo divulgado na segunda-feira pela equipa de transição de Biden, Burns chamou a inteligência de "a primeira linha de defesa da América - a base indispensável para escolhas políticas sólidas".

“Sempre farei o meu melhor para entregar essa inteligência com honestidade e integridade, e sem qualquer indício de partidarismo”, disse ele.

Burns também prometeu, se confirmado, "fortalecer a confiança e a cooperação de inteligência com nossos aliados e parceiros".

Além de ameaças como a grande competição de poder com a Rússia e da China, terrorismo e ciberespaço, Burns disse que a CIA terá que enfrentar os “desafios cada vez mais poderosos” da mudança climática e da segurança sanitária.

A nomeação do diplomata de carreira parece ressoar com ex-responsáveis de inteligência e segurança, que elogiaram no Twitter a sua escolha. “Bill Burns é profundamente respeitado pela sua integridade, honestidade e compromisso com a força de trabalho”, escreveu Norman Roule, um ex-responsável de inteligência nacional para o Irão no Gabinete do Director ou Inteligência Nacional, chamando Burns de uma “escolha forte”.

Desde que se reformou em 2014, Burns dirige o Carnegie Endowment of International Peace. Ele recebeu três prêmios Presidential Distinguished Service Awards e as mais altas honras civis do Pentágono e da comunidade de inteligência dos EUA. Burns estudou na LaSalle University na Filadélfia, onde se formou em história e fez mestrado e doutoramento em relações internacionais na Oxford University, onde estudou como Marshall Scholar.

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