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Biden encontra-se em Varsóvia com o Presidente polaco


Presidente americano Joe Biden visita a Polónia

O Presidente Joe Biden encontrou-se em Varsóvia neste sábado, 26 de Março, com o Presidente polaco Andrzej Duda e outras autoridades polacas para discutir a invasão da Ucrânia pela Rússia, já que a Rússia parece ter deslocado a sua ofensiva militar da capital da Ucrânia, Kyiv, para o leste do país.

A Polónia, membro da NATO, aceitou mais de 2 milhões de refugiados ucranianos. Biden, acompanhado pelo presidente da Câmara de Varsóvia, Rafal Trzaskowski, deve encontrar-se com alguns refugiados no sábado para discutir os esforços de ajuda humanitária.

Ainda no sábado, Biden fará um discurso no Castelo Real de Varsóvia sobre os "apostas deste momento", de acordo com o conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, Jake Sullivan.

Sexta-feira na Polónia, Biden elogiou a resposta daquele país à crise de refugiados e encontrou-se com trabalhadores humanitários polacos e tropas americanas perto da fronteira com a Ucrânia.

"Vocês estão no meio de uma luta entre democracias e oligarcas", disse Biden ao reunir-se em Rzeszów com membros da 82ª Divisão Aero-transportada do Exército dos EUA, que está a apoiar milhares de outras tropas da NATO em países do flanco leste, incluindo a Polónia, Lituânia, Letónia, Estónia, Bulgária e Roménia.

A visita de Biden aos militares dos EUA na Polónia na sexta-feira foi numa barbearia improvisada na sede temporária da divisão. Ele parou num restaurante para as tropas, onde se sentou e comeu pizza com eles.

"Vocês são a melhor força de combate do mundo e isso não é exagero", disse Biden antes de se sentar para uma refeição com as tropas.

Mudança estratégica

Em contraste, autoridades dos EUA e do ocidente disseram na sexta-feira que, apesar de seus números superiores, as forças russas mudaram de estratégia de combate na Ucrânia.

"Achamos que eles estão a tentar cortar a área de Donbass", disse um alto funcionário da defesa dos EUA a repórteres, falando sob condição de anonimato para discutir inteligência.

"Estamos a falar sobre isso há semanas", disse o oficial sobre a mudança nas prioridades militares de Moscovo. "Ainda assim, ainda há muitos combates pesados, e achamos que eles estão a tentar não apenas garantir algum tipo de ganhos mais substanciais como uma possível táctica de negociação na mesa, mas também cortar as forças ucranianas na parte leste do país."

O vice-chefe do Estado-Maior da Rússia, Coronel General Sergei Rudskoi, praticamente confirmou a mudança de foco, dizendo que a primeira etapa da operação da Rússia – focada em reduzir a capacidade de combate da Ucrânia – foi “geralmente cumprida”. Ele disse que as forças russas agora estão a concentrar-se no "objetivo principal, a libertação de Donbas".

As estimativas de inteligência ocidentais, no entanto, observaram que a mudança na estratégia pode ser, em parte, um esforço para salvar um plano de guerra russo que não conseguiu derrubar o governo da Ucrânia tão rapidamente quanto esperado.

"Os contra-ataques ucranianos e as forças russas recuando em linhas de abastecimento sobrecarregadas permitiram à Ucrânia reocupar cidades e posições defensivas até 35 quilómetros a leste de Kyiv", disse o adido de defesa britânico aos EUA, vice-marechal do ar Mick Smeath, em comunicado na sexta-feira.

A tentativa da Rússia em direcção à cidade portuária de Odessa, no sudoeste, está "a ser retardada por questões logísticas e resistência ucraniana", disse Smeath.

As autoridades ocidentais confirmaram ainda que as forças ucranianas fizeram progressos na cidade de Makariv, a oeste de Kyiv, e que há indícios de que as tropas ucranianas "estão a empurrar os russos para trás" em Chernihiv, ao norte.

O alto funcionário de defesa dos EUA também disse que as forças russas já não controlam totalmente a cidade de Kherson, no sul, a primeira grande cidade da Ucrânia a cair nas mãos das forças de Moscovo.

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