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Biden diz estar "ansioso" por conhecer posição dos republicanos no julgamento de Trump


Presidente Joe Biden

Defesa do antigo Presidente apresenta hoje a sua tese, sem qualquer testemunho de Donald Trump

O Presidente americano, Joe Biden, disse estar espectante para saber o que os seus "amigos" republicanos irão decidir no julgamento político do seu antecessor Donald Trump.

"Estou ansioso para ver o que meus amigos republicanos farão, se eles irão assumir a sua responsabilidade", afirmou Biden a jornalistas, nesta sexta-feira, 12, na Casa Branca, acrescentando, no entanto, não ter qualquer intenção de discutir o assunto com nenhum senador em particular.

A afirmação do Presidente foi feita horas antes do início do terceiro dia do julgamento da impugnação do seu antecessor no Senado, que será marcado pela defesa de Donald Trump.

A defesa de Trump

Os advogados já deixaram saber que necessitam de apenas um dia para apresentarem a sua defesa, em vez de dois como é permitido pelo regulamento.

Equipa de defesa de Donald Trump
Equipa de defesa de Donald Trump

A estratégia da defesa não passa por qualquer declaração de Trump que, antes, se recusou a depor na Câmara dos Representantes, a convite dos democratas.

Nas primeiras declarações na terça-feira, 9, os advogados de defesa deram a entender que irão sustentar que o antigo Presidente tem o direito de expressar sua opinião ao abrigo da primeira emenda da Constituição, ao afirmar que considera ter havido fraude na eleição de 3 de Novembro de 2020.

Outro pressuposto é que vão defender que a invasão do Capitólio no dia 6 de Janeiro não se deveu a nenhuma incitação à insurreição do então Presidente, como defendem os democratas, mas que os invasores actuaram por sua conta e risco.

Trump decepcionado com a defesa

Ontem, ao contrário do que é habitual, três senadores republicanos próximos de Trump, reuniram-se com a equipa de defesa, Lindsey Graham, Ted Cruz do Texas e Mike Lee.

A cadeia televisiva CNN informou que David Schoen, um dos advogados de Trump, disse que os legisladores queriam garantir que a equipa de defesa estivesse "familiarizada com o procedimento" antes da apresentação da sua tese hoje.

Fontes próximas de Trump afirmaram que o antigo Presidente, entretanto, está decepcionado com o desempenho de seus advogados, que foram recrutados depois da equipa jurídica dele ter-se demitido dias antes do início do julgamento por discordar da estratégia do republicano de continuar a insistir em fraude eleitoral.

A acusação: "ninguém pode incitar um motim"

Ontem, no último das alegações da acusação, os legisladores democratas afirmaram haver evidências "claras e esmagadoras" de que Donald Trump incitou a insurreição ao enviar uma multidão dos seus apoiantes ao Capitólio para confrontar os legisladores enquanto eles confirmavam a vitória de Joe Biden.

Jamie Raskin, chefe da equipa de acusação democrata
Jamie Raskin, chefe da equipa de acusação democrata

“É um princípio fundamental que ninguém pode incitar um motim” na democracia americana, disse Jamie Raskin, chefe da equipa de acusação, argumentando que Trump incitou centenas de apoiadores a marcharem até o Capitólio, onde, além de invadir o prédio, quebraram janelas, roubaram escritórios, enfrentaram a polícia e prometeram enforcar o então vice-Presidente Mike Biden e "caçar" a líder da Câmara, Nancy Pelosi.

Enquanto isso, acusou Raskin, Trump "não fez nada por pelo menos duas horas" para acabar com o caos que deixou cinco pessoas mortas, incluindo um polícia.

“Ele incitou uma violenta insurreição contra o nosso governo. Ele deve ser condenado”, concluiu.

A votação deve acontecer na próxima semana mas tudo aponta que Donald Trump não será condenado em virtude de os democratas necessitarem de 17 republicanos para chegar aos dois terços de votos exigidos pelo regulamento.

Até agora, apenas seis indicaram poder condenar o antigo Presidente.

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