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Biden condena repressão em Cuba e impõe sanções ao ministro da Defesa e aos "boinas negras"


Presidente Joe Biden, White House, Washington, 19 de Julho de 2021.

Presidente americano diz que "isso é apenas o começo" e que sua Administração está a rever a sua política em relação às remessas de dinheiro a Cuba

O Presidente dos Estados Unidos condenou o Governo cubano nesta quinta-feira, 22, pela repressão aos manifestantes pela liberdade e impôs sanções ao ministro da Defesa e à divisão de segurança interna que liderou os ataques aos manifestantes.

“Condeno inequivocamente as detenções em massa e os falsos julgamentos que condenam injustamente à prisão aqueles que ousaram falar para intimidar e ameaçar o povo cubano ao silêncio”, disse Joe Biden ao anunciar as sanções.

O Presidente reiterou que “o povo cubano tem o mesmo direito à liberdade de expressão e reunião pacífica que todos os povos” e reiterou que “os Estados Unidos estão ao lado dos bravos cubanos que tomaram as ruas para se opor a 62 anos de repressão sob o regime comunista”.

As sanções têm como alvo o ministro Álvaro Lopez Miera e a Brigada Nacional Especial do Ministério do Interior, também conhecida como “Boinas Negras”.

As medidas congelam qualquer activo dos cubanos sob jurisdição dos EUA e proíbem viagens aos EUA, ao mesmo tempo que funciona como uma alerta de pressão.

"Apenas o começo", diz Biden

Ao anunciar as sanções, Joe Biden alertou que as sanções e a condenação do Governo do Presidente Miguel Diaz-Canel foram "apenas o começo e os Estados Unidos continuarão a punir os indivíduos responsáveis pela opressão do povo cubano".

“O nosso apoio ao povo cubano é inabalável e garantimos que os cubano-americanos são um parceiro vital nos nossos esforços para levar alívio às pessoas que sofrem na ilha”, destacou o Presidente, revelando estar “a trabalhar com organizações da sociedade civil e o sector privado para fornecer ao povo cubano acesso à Internet que contorne os esforços de censura do regime”.

Além disso, Biden revelou que os EUA estão a rever a sua política de remessas de dinheiro para evitar o roubo desses valores por parte dos funcionários cubanos.

“Promover a dignidade humana e a liberdade é uma das principais prioridades da minha Administração e trabalharemos em estreita colaboração com os nossos parceiros em toda a região, incluindo a Organização dos Estados Americanos, para pressionar o regime a libertar imediatamente prisioneiros políticos detidos indevidamente, restaurar o acesso à Internet e permitir que o povo cubano goze de seus direitos fundamentais ”, concluiu o Presidente americano.

O secretário de Estado Antony Blinken juntou-se ao Presidente na condenação da resposta do Governo cubano aos protestos iniciados a 11 de Julho, quando centenas de pessoas foram presas nas manifestações mais significativas em Cuba em décadas.

Muitos dos manifestantes permanecem ainda sem qualquer contacto com seus familiares.

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