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Biden assina lei que proíbe importação de produtos chineses feitos por mão escrava uigur


Manifestação de apoio a uigures em Londres, 1 de Outubro de 2021

Grupos de defesa dos direitos humanos saudaram a nova lei aprovada por ambos partidos no Congresso

O Presidente dos Estados Unidos promulgou nesta quinta-feira, 23, um projecto de lei que proíbe a importação de bens produzidos por trabalho escravo uigur na China.

A Lei de Prevenção de Trabalho Forçado Uyghur, que obteve a aprovação final do Congresso na semana passada após um ano de negociações, proíbe todas as importações da região de Xinjiang da China para os Estados Unidos, a menos que as empresas possam mostrar ao Governo dos EUA "evidências claras e convincentes" que as suas cadeias de abastecimento não usaram o trabalho de muçulmanos escravizados em campos chineses.

Pequim descreve os campos como instalações de "reeducação" destinadas a combater o terrorismo.

A pressão renovada para responsabilizar a China por violações de direitos humanos ocorre antes dos Jogos Olímpicos de Inverno de Fevereiro de 2022 em Pequim.

No início do ano, os EUA condenaram o tratamento dado pelo Governo da China aos uigures e na semana passada o Presidente Joe Biden anunciou um boicote diplomático à prova olímpica, no que foi seguido pelo Reino Unido e pela Austrália.

O Governo da China condenou o projecto de lei e disse que os EUA são “hipócritas” por não abordar o trabalho forçado dentro das suas próprias fronteiras.

Grupos de defesa dos direitos humanos elogiaram a lei e disseram que ela é um ponto de partida importante para os países seguirem o mesmo em relação ao tratamento dado aos uigures pelos chineses.

“É um sinal para o resto do mundo que os EUA realmente vão tomar uma atitude quanto a isso”, disse à VOA Peter Irwin, um dos responsáveis do programa para defesa e comunicação do Projecto de Direitos Humanos Uigur.

A legislação marca um momento raro de união dos dois principais partidos na Câmara dos Representantes.

A presidente do órgão, a democrata Nancy Pelosi, também elogiou a legislação, dizendo que ela marca uma oportunidade para o Congresso dos EUA “continuar a condenar e a confrontar os abusos dos direitos humanos do Partido Comunista da China em Xinjiang e na região e a responsabilizão por tal.

“Se a América não falar pelos direitos humanos na China por causa de interesses comerciais, perderemos toda a autoridade moral para falar dos direitos humanos em qualquer lugar do mundo ”, afirmou Pelosi em comunicado antes da votação.

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