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Bernie Sanders lança "coligação" para ganhar indicação democrata


Bernie Sanders e esposa Jane Sanders após vitória em Nevada

Um amplo apoio de todos os grupos étnicos, raciais e ideológicos deu ao senador Bernie Sanders uma vitória dominante nas primárias democratas no Estado de Nevada neste fim-de-semana, reforçando a sua liderança na corrida à nomeação pelo Partido Democrata para a eleição presidencial de 3 de Novembro.

Joe Biden, antigo vice-presidente, conseguiu um segundo lugar muito necessário em Nevada, depois de maus resultados nas duas primárias anteriores.

O triunfo de Sanders indica que ele pode estar a construir uma coligação mais ampla de eleitores democratas com a sua mensagem de justiça social e económica, incluindo a promessa de assistência médica a todos os americanos e universidade gratuita.

Para Biden e outros moderados que argumentam que Sanders é liberal demais para derrotar Trump e tentam atenuar seu impulso, os resultados de Nevada complicaram ainda mais a sua missão.

“Montamos uma coligação multigeracional e multirracial que não só vencerá em Nevada, como também varrerá o país”, prometeu o senador por Vermont e que se descreve como socialista-democrata.

“Vamos vencer em todo o país porque o povo americano está cansado de um Presidente que mente o tempo todo”, disse.

Em entrevista ao programa “Face the Nation”, da cadeia televisiva CBS neste domingo, 23, Joe Biden disse estar confiante de que poderá vencer as primárias no sábado, 19, na Carolina do Sul com o apoio de afro-americanos.

Em terceiro lugar, ficou Pete Buttigieg

Com o antigo presidente da cidade de Nova Iorque Mike Bloomberg a ocupar o segundo lugar nas sondagens, mas ainda fora das primárias, a senadora Elizabeth Warren, que tentava reiniciar sua campanha depois de maus resultados em Iowa e New Hampshire, ficou num decepcionante quarto lugar, com 10% em Nevada.

A senadora Amy Klobuchar e o bilionário ativista Tom Steyer ficaram coma 5% e 4%, respectivamente.

"Super-terça-feira" e Bloomberg

Depois de Carolina do Sul, os democratas vão concentrar-se na chamada “super terça-feira”, no dia 3, quando 14 Estados escolhem mais de um terço dos delegados à Convenção de Julho que vai escolher o candidato democrata.

Michael Bloomberg participará na votação pela primeira vez, sendo assim a grande expetativa desse dia.

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