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Basta à impunidade, diz Observatório de Mulheres em Moçambique


Mulheres celebram o Dia da Mulher Moçambicana pintadas de mussiro e vestidas de capulana, Nampula, 7 de Abril de 2018

Organização lança campanha contra a exploração sexual das raparigas e para exigir a responsabilização dos autores

O Observatório das Mulheres em Moçambique lançou uma campanha contra a exploração sexual das raparigas para exigir a responsabilização dos agentes envolvidos nos escândalos da cadeia feminina de Ndlavela e do Centro de Formação Policial de Matalane, na província de Maputo.

Basta à impunidade, diz Observatório de Mulheres em Moçambique
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Quitéria Guirengane, membro da organização, diz que a campanha é um basta à impunidade generalizada de actos de violência praticada contra as mulheres e os cidadãos em geral "porque num Estado de Direito e democrático não é aceitável que se protagonizeotráfico sexual por parte de agentes que têm o dever de proteger as mulheres".

Ela defende ser preciso demandar a responsabilização criminal dos agentes que, tendo o dever de proteger, optaram por violar os direitos humanos das mulheres.

Guirengane realçou que Moçambique tem um histórico de impunidade, comprovado até pelo relatório da comissão que fez o inquérito às denúncias na cadeia de Ndlavela, que refere que uma parte sigmificativa dos cinco agentes que se envolveram com reclusas, continua impune.

"Uma parte significativa de cinco agentes já denuncia o conceito de impunidade que caracteriza o contexto moçambicano, e estamos a dizer que nós como mulheres não iremos sair da rua até que a situação de Ndlavela seja resolvida”, conclui.

Refira-se que na cadeia feminina de Ndlavela, algumas reclusas foram abusadas sexualmente, e em Matalane, raparigas que estavam a ser treinadas como polícias, foram engravidadas por instrutores.

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