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Barcos registados na Rússia, Panamá e Seychelles no roubo de pescado moçambicano, dizem as autoridades


Foto de arquivo

Moçambique perde, anualmente, cerca de 60 milhões de dólares, devido à pesca ilegal, praticada, maioritariamente, por embarcações registadas na Rússia, Panamá e Seychelles, e que, segundo as autoridades, capturam os recursos ainda em fase de crescimento.

O facto foi anunciado pela ministra moçambicana do Mar, Águas Interiores e Pescas, Augusta Maita, sem, no entanto, se referir a chineses que têm sido apontados como os que mais delapidam os recursos marinhos e florestais em Moçambique.

Maita reconheceu que, em muitos casos, os pescadores ilegais capturam recursos ainda em fase de crescimento, colocando em risco muitas espécies marinhas, dada a fraca capacidade de Moçambique, em termos de fiscalização.

Fiscalização da pesca por satélite

"Não temos como fazer a fiscalização das águas marítimas, nem das águas interiores só a contar com as nossas próprias forças", realçou a governante.

Entretanto, Augusta Maita anunciou a montagem, em breve, na KaTembe, doutro lado da baía de Maputo, de uma unidade de monitorização e fiscalização da pesca, por satélite, um sistema que fornece informações sobre a localização, o curso e a velocidade das embarcações.

Trata-se de um projecto regional financiado pelo Banco Mundial, orçado em cerca de dois milhões de dólares, tendo Moçambique sido identificado como o país que deve acolher esta unidade, descrita por Augusta Maita como fundamental para combater a pesca ilegal.

Corrupção

Segundo Augusta Maita, a montagem da referida unidade deverá iniciar-se já a partir do próximo ano.

O analista Moisés Mabunda diz, no entanto, que o satélite não vai resolver o problema, se não for atacada a questão da corrupção, que facilita a pesca ilegal.

Afirmou que os asiáticos, sobretudo chineses, têm sido referenciados como sendo os principais responsáveis por esta prática, em conluio com moçambicanos.

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