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Baixa do "rating" de Moçambique lança sinal de alerta

Autoridades reagem com tranquilidade.

A agência de notação financeira Standard & Poor`s desceu o `rating` de Moçambique para B-, considerando que a reestruturação do empréstimo da empresa Ematum pelo Governo configura uma dívida que indicia a falência iminente da empresa.

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Ao reagir a este facto, o administrador do Banco de Moçambique, Waldemar de Sousa, considerou normal a intenção de renegociar a dívida demonstrada pelo Executivo, enquanto o Ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleaina, tranquiliza os credores ao afirmar que Moçambique irá cumprir com o pagamento da dívida.

A dívida de 850 milhões de dólares contraída pelo Governo moçambicano para a criação da Ematum contínua a alimentar o debate no país.

O facto de o Executivo estar a considerar reestruturar o empréstimo levou a agência de notação financeira Standard & Poor`s a descer o `rating` de Moçambique para B-, o que para o economista Waldemar Oliveira, administrador do Banco de Moçambique, é normal.

"Porque se tornou público este desejo, a Satandard & Poors classificou esta intenção como um default, mas não há um default. Não há dúvidas que o rating de Moçambique é importante para que pais continuo a aceder aos mercados internacionais. É normal renegociar dívida, não é crime renegociar dívida, é normal ter um serviço de dívida tranquilo e não há efectivamente dívida atrasada, mas percepções de que porventura este serviço poderia criar constrangimentos e atrasos no futuro", disse Waldemar de Sousa.

As contas da Ematum, publicadas em Maio, revelam uma empresa em dificuldades, tendo perdido quase 25 milhões de dólares no ano passado, o que deverá ter influenciado a decisão do Governo de tentar reestruturar a parte da dívida da empresa cujo pagamento cabe ao Estado.

Adriano Maleaine, ministro da Economia e Finanças, garantiu que o Governo está a trabalhar para garantir que a dívida do pacote Ematum seja melhor gerida.

"Se por alguma razão a empresa não conseguir pagar é para isso que serve a garantia do Estado, mas só nesses casos, em nenhum momento nós dissemos que não haveríamos de honrar se não houvesse essa situação, neste momento é mera especulação ainda não e nós continuamos a garantir aos creditares que se esse caso acontecer nos vamos ter que pagar", garantiu Maleiane.

O negócio da Ematum, uma empresa que tem na sua estrutura accionista o serviço de intelitência do país, já havia levado o Fundo Monetário Internacional (FMI) a recomendar ao Estado moçambicano que inscrevesse os títulos de dívida da companhia como dívida pública, uma vez que agiu como avalista na operação.

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