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Autoridades são-tomenses destroem 54 mil doses de vacinas contra a Covid-19


Posto de controlo da Covid-19, São Tomé e Príncipe
Posto de controlo da Covid-19, São Tomé e Príncipe

Em causa, o prazo limitado da validade das vacinas

As autoridades sanitárias de São Tomé e Príncipe revelaram nesta quarta-feira, 16, a destruição 54 mil doses de vacinas contra a Covid-19, devido ao limite de prazo para sua administração.

Trata-se de um Lote da AstraZeneca oferecido por Portugal em Dezembro do ano passado, com três meses de prazo de validade.

A ministra da Saúde diz que não havia tempo para garantir a administração deste lote porque já existiam outras vacinas no país.

“O problema não foi falta de espaço para a conservação, mas sim o prazo de validade. As vacinas só tinham três meses de validade e o processo de vacinação tem sido muito lento”, justificou Filomena Monteiro.

A nova titular da saúde, no cargo há 45 dias, apontou falhas na coordenação desta ajuda para o combate a Covid-19.

“Um bom gestor não devia ter recebido ,tendo em conta o prazo de validade e a quantidade de vacinas que já existiam no país”, disse a governante explicando que depois de ter se apercebido da situação ainda tentou evitar o desperdício das vacinas.

“Tentamos enviar para Gabão e Angola, mas as autoridades daqueles países recusaram, alegando o prazo de validade que já estava quase a expirar”. acrescentou a governante.

Monteiro anunciou também medidas para levar mais pessoas a se vacinarem através do envio de técnicos para o terreno.

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