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Autoridades negam acusações de violação de direitos humanos em Cabo Delgado


Filipe Nyusi visita tropas em Cabo Delgado

O ministério moçambicano da Defesa Nacional nega as acusações de tortura e outras formas de violação de direitos humanos em Cabo Delgado, feitas pela Amnistia Internacional, e diz estar aberto a trabalhar com todos os segmentos sociais na investigação dessas situações.

Autoridades negam acusações de violação de direitos humanos em Cabo Delgado
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O porta-voz do Ministério da Defesa Nacional, Omar Saranga, falando em conferência de imprensa, esta quinta-feira, 10, em Maputo, referiu que o comunicado da Amnistia Internacional faz uma abordagem baseada em vídeos e fotografias sem ter em conta a natureza da propaganda do grupo que actua em Cabo Delgado, "que visa denegrir a imagem das forças de defesa e segurança".

Saranga disse que a tortura, tentativas de decapitação e outros maus tratos referidos no comunicado da Amnistia Internacional como tendo sido praticados por elementos que envergam uniforme do exército e da Unidade de Intervenção Rápida, "não devem ser vistos como uma certeza definitiva".

Saranga considerou que "uma das tácticas usadas pelos terroristas nas suas macabras incursões contra a população, é fazerem-se passar por elementos das forças de defesa e segurança, numa tentativa velada de confundir a opinião pública nacional e internacional".

Afirmou ainda que o Ministério da Defesa Nacional reconhece o papel da Amnistia Internacional na defesa dos direitos hmanos no mundo, mas estranha o silêncio daquela organização relativamente ao conflito em Cabo Delgado, que dura há cerca de três anos.

Entretanto, o director do Centro para a Democracia e Desenvolvimento (CDD), Adriano Nuvunga, considera que a tortura pelas forças de defesa e segurança, " não é nova naquela região e que todos os problemas levantados pela Amnistia Internacional "são verdadeiros".

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