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Autoridades cabo-verdianas não impõem quarentena obrigatória a pessoas que venham da China


Ilha de São Vicente tem alguns em quarentena voluntária

Três técnicos chineses que chegaram à ilha de São Vicente para trabalhar na montagem de um projeto de um investidor estrangeiro estão em quarentena voluntária e acompanhados diariamente pela delegacia da Saúde.

O delegado de Saúde, Elísio Silva, confirmou a informação à imprensa e garantiu que os técnicos não estão a trabalhar, como circulava em determinados círculos.

Entretanto, as autoridades sanitárias cabo-verdianas consideram não haver necessidade de se aplicar a quarenta obrigatória às pessoas provenientes da China devido à ameaça do coronavírus, uma posição que não agrada alguns cidadãos.

O Diretor Nacional da Saúde avança que mais de 20 pessoas provenientes da China estão a ser seguidas de acordo com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Desse total, Artur Correia revela que 15 já terminaram o período voluntário de isolamento e acescenta que, de momento, não se justifica a aplicação da quarentena obrigatória.

"Só vamos mudar de estratégia se o risco aumentar.... nós trabalhamos com riscos, se aumentarem não teremos problemas em aplicar a quarentena obrigatória e outras medidas", garante o Diretor Nacional de Saúde.

Quem não está convencido com a posição assumida pelas autoridades sanitárias é o médico e antigo ministro da Saúde, Dário Dantas dos Reis.

"Continuo a considerar que a quarentena deve ser uma coisa obrigatória porque se as pessoas estiverem com sorte de não ser infetada corre tudo bem, mas se nos aparece uma pessoa infetada vai ser o fim do mundo", realça Dantas dos Reis.

Recorde-se que há 15 estudantes cabo-verdianos em quarentena na cidade chinesa de Wuhan, epicentro da epidemia, e mais de 200 em toda a China.

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