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Aumenta percepção da corrupção em Cabo Verde


Palácio da Justiça da Praia

Arquipélago é citado em investigação sobre paraísos fiscais na África Ocidental

O Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (CIJI), responsável pelo conhecido caso Panama Papers, começou a divulgar, em mais de 27 milhões de páginas, esquemas de planeamento fiscal que passaram por alguns territórios da África Ocidental, alguns dos quais ligados a políticos, diplomatas e empresários locais.

Também nesta quarta-feira, 23, um estudo divulgado pela Afrosondagem revela que aumentou a percepção da corrupção no país.

Cabo Verde é um dos países no centro das investigações, embora por agora não haja muita informação sobre o arquipélago que, no ano passado, chegou a um compromisso com a União Europeia para melhorias no aspecto fiscal, evitando assim sofrer represálias do bloco.

O caso citado, até agora, é do empresário italiano Gilberto Pachotticujo nome aparece alegadamente nos documentos do Swissleaks por estar associado a uma conta secreta na Suíça.

Entretanto, um estudo divulgado pela Afrosondagem revela que aumentou a percepção da corrupção no país.

Para 23% dos cabo-verdianos inquiridos a Polícia é a instituição onde existem mais sinais de corrupção, seguida dos vereadores das câmaras municipais (17%) e da administração pública (15%).

O sector privado também é alvo deste sentimento de crescimento da corrupção, com 20 por cento dos cabo-verdianos a acreditar que existe corrupção no sector empresarial cabo-verdiano.

Apesar deste aumento da percepção da corrupção, 60 por cento dos entrevistados disseram ter receio em divulgar casos de corrupção com receio de represália, enquanto quatro por cento dos entrevistados admitem ter praticado algum acto entendido como corrupção para terem acesso a um serviço público.

Na luta contra a corrupção,o Governo é avaliado negativamente por 61% da população.

No que respeita à confiança nas instituições, o estudo mostra que as Forças Armadas são a instituição em quem os cabo-verdianos mais confiam, com cerca de 62 por cento de aprovação.

Entre as instituições eleitas, o Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, tem 49 por cento de aprovação, seguido do primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, com 43 por cento.

Já em termos de performance o Primeiro-ministro tem uma actuação positiva para 77% dos inquiridos enquanto o Presidente da República mantém o valor alcançado no inquérito de 2014 (67%).

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