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Aumenta para 58 número de mortos devido a ruptura de barragem no Brasil


Tragédia natural no Brasil

Avião com 130 militares e 160 toneladas de carga de Israel chega ajudar na busca por 305 sobreviventos.

As autoridades confirmaram até à noite deste domingo, 27, 58 mortos devido à ruptura da da barragem da Mina Córrego do Feijão, da empresa Vale registada na sexta-feira em Brumadinho, no Estado de Minas Gerais.

Entretanto, há 305 desaparecidos, o que pode indiciar um número bem maior de vítimas mortais.

Até agora, apenas 19 das vítimas mortais foram identificas, 192 pessoas foram resgatadas vivas e cerca de 20 encontram-se internadas no hospital.

Apoio de Israel

O Governo federal montou um gabinete de crise.

Entretanto, chegou a Minas Gerais um avião com cerca de 130 militares de Israel para ajudar na procura de sobreviventes.

Além do grupo de soldados, Israel enviou ao cães farejadores e sonares usados em submarinos para localizar pessoas em grandes profundidades, com alta qualidade de recepção de imagem e detectores de vozes e ecos, bem como de 16 toneladas de equipamentos.

As buscas serão retomadas nas primeiras horas de segunda-feira.

Em Brumadinho, o director-presidente da Vale, Fabio Schvartsman, prometeu neste domingo que a mineradora vai criar um sistema de segurança nas barragens bastante superior ao actual para evitar uma repetição de rompimentos como o ocorrido na sexta-feira.

A ruptura de Brumadinho é o segundo desastre do tipo que envolve empresaVale em pouco mais de três anos.

O Governo ordenou que a Vale suspenda as operações no complexo de mineração de Córrego do Feijão.

O diretor-presidente da Vale, Fabio Schvartsman, pediu desculpas sem assumir responsabilidade numa entrevista na televisão no sábado, e prometeu que a empresa fará a sua parte.

As autoridades multaram em cerca de 60 milhões de dólares a empresa Vale, dona da barragem, que também teve 11 mil milhões de dólares bloqueados para indemnização das vítimas.

A causa da ruptura continua incerta.

Inspeções recentes feitas por uma empresa de auditora alemã, a TUV SUD, e pela própria Vale não indicaram nenhum problema com a barragem, segundo as empresas.

Schvartsman disse que todas as barragens de rejeitos da Vale foram verificadas após o desastre de 2015 em Mariana, e que revisões periódicas são realizadas.

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