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Aumenta oposição ao pagamento pelo Estado moçambicana das dívidas ocultas


Barcos (da Ematum) da discórdia

Partido Independente de Moçambique defende eleições antecipadas

O Centro de Integridade Pública (CIP) está a promover uma campanha contra o pagamento das dívidas ocultas pelos moçambicanos, numa altura em que alguns políticos defendem a realização de eleições legislativas antecipadas para a formação de um Parlamento que possa lidar com esta questão e rever todo o sistema eleitoral.

Aumenta oposição ao pagamento pelo Estado moçambicana das dívidas ocultas
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Denominada "Eu não pago dívidas ocultas", a campanha inclui, para além da sensiblização dos cidadãos sobretudo através das redes sociais, a distribuição de t-shirt e filmagem de vídeos sobre o não pagamento das chamadas dívidas ocultas.

Nesta segunda-feira, 21, a Polícia cercou a sede da instituição e ordenou que os cidadãos que trajavam as t-shirts os retirassem, tendo-as confiscado.

Para o CIP, em causa estão os novos detalhes da investigação que está a ser realizada pela justiça norte-americana sobre o processo e que levou à detenção do antigo ministro das Finanças, Manuel Chang, na vizinha África do Sul.

Várias organizações políticas e da sociedade civil também se têm manifestado contra o pagamento das dívidas das empresas ProIndicus, MAM e Ematum porque, do ponto de vista económico, Moçambique encontra-se numa situação muito difícil.

Entretanto, o líder do Partido Independente de Moçambique (PIMO), Yaqub Sibindy, considera que a campanha contra o pagamento das dívidas ilegais é importante, mas são necessárias outras acções.

"Neste momento é preciso haver, urgentemente, eleições antecipadas em Moçambique, para criar um Parlamento de gestão e formar um Governo de Unidade Nacional, que possam aprovar uma legislação que permitam uma maior eficácia na luta contra este tipo de fraudes lesivas à economia", destacou aquele político.

Para o líder do PIMO, com a detenção do antigo ministro das Finanças, Manuel Chang, na África do Sul, "todos os poderes, sobretudo o legislativo, ficaram esvaziados."

Refira-se que o CIP exige a suspensão imediata da reestruturação das dívidas ilegais por considerar que existem provas suficientes para concluir que os empréstimos foram contraídos ilegalmente.

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