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Auditoria procura erros técnicos nas obras do Caminho-de-Ferro de Benguela


Descarrilamentos começam a gerar preocupação

Pela primeira vez após a conclusão das obras no caminho-de-ferro de Benguela, o Governo angolano admite a hipótese de falhas técnicas na execução do projecto de reabilitação e modernização, orçado em dois mil milhões de dólares.

Na sequência do último acidente, entre as províncias do Huambo e Bié, há dois meses, o ministro dos Transportes, Ricardo de Abreu, revelou estar em curso uma auditoria independente, enquanto analistas sugeriam melhorias na capacidade operacional da empresa.

Numa cerimónia pública em que deixou várias perguntas, o docente universitário Joaquim Miranda assumiu que preferia ouvir mais sobre o CFB enquanto factor de crescimento económico.

‘’A que se deve o apagão do caminho-de-ferro a nível local?’’. Não sabemos. Tem a via para o aeroporto, não sei se pára. A única informação sobre o CFB, infelizmente, é quando há um descarrilamento’’, critica o professor.

O último acidente, um choque entre dois comboios, pode ter sido motivado por falta de sistemas de comunicação, conforme admitiu o presidente do Conselho de Administração do Caminho-de-Ferro.

Sem ter descartado a possibilidade de erro humano, Luís Teixeira adiantou que os meios contarão já com dispositivos de comunicação.

Com o inquérito em curso, o ministro dos Transportes, Ricardo de Abreu, revela que a empresa reitora dos caminhos-de-ferro na Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) está no terreno à procura de falhas técnicas no projecto levado a cabo pelos chineses da CR-20

‘’Trata-se de uma auditoria independente que nos vai trazer informações precisas sobre algumas deficiências que a nossa linha possa ter e as medidas correctivas. O prazo de garantia vence agora em Novembro deste ano. Vamos ver se fazemos correcções no trabalho já executado’’, aponta o governante.

O comboio experimental entre o Kuito (Bié) e Luena (Moxico) foi efectuado em 2012, cumprida que estava a reabilitação total dos 1334 quilómetros de linha, que incluem ainda as províncias de Benguela e do Huambo.

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