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Atrasos na reinserção de ex-militares podem gerar manifestação contra UNITA


Veteranos da UNITA

Partido do ‘’galo negro’’ denuncia manobra do regime para ofuscar problemas actuais

Uma manifestação contra a postura da UNITA perante o atraso na reinserção social dos seus antigos militares deverá juntar, a 31 deste mês, na província do Huambo, mais de três mil homens, quando o partido de Isaías Samakuva insiste na crítica ao Governo angolano.

Os promotores consideram que a bancada parlamentar do segundo maior partido é responsável pela existência de ex-militares à deriva após vários anos ao serviço da pátria.

Atrasos na reinserção de ex-militares podem gerar manifestação contra UNITA - 2:24
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De Benguela o Huambo, no quadro dos preparativos para a manifestação, Moisés Daniel, que até é pensionista, lança o mote para um protesto associado ao que chama de letargia da direcção do ‘galo negro’ face ao sofrimento desta franja.

‘’Não se compreende, porque os que lutaram por esta pátria estão todos dados à deriva, tanto por parte das FAPLAS, assim com por parte da UNITA, que nada está a fazer que possa resultar’’, criticaDaniel.

Membro de uma organização denominada ‘’Movimento União Nacional’’ (MUN), que diz lutar por uma Angola sem desigualdades, Daniel acha que se pode fazer mais, sobretudo em sede do Parlamento.

“Mais de três mil homens, é uma notícia que já saiu e que até o senhor Sakala vem dizer que a culpa é do Governo, mas eu não concordo. Existe a Assembleia Nacional, onde os deputados devem abordar o assunto dos que estão à margem da pensão. Eu não acredito na mensagem do partido, é muita aldrabice. Nos acolhimentos, os computadores que tiraram as imagens, são os mesmos utilizados hoje’’, acrescenta o ex-militar.

Em resposta, o deputado Liberty Chiaka, secretário da UNITA no Huambo, acha estranho que tenha tomado conhecimento pela imprensa, já que ‘’o verdadeiro ex-militar’’ sabe de quem é a culpa, e fala em manipulação da opinião pública.

“Não entendemos porque supostos ex-militares das FALA não contactem a direcção do partido para se manifestar. É uma tentativa de manipular a opinião pública, desviando o foco da capacidade do Governo de solucionar o assunto. Estamos num regime em que se procura desviar as atenções, ainda mais no Huambo, onde o Governo está com sérios problemas’’, revela o Chiaka.

A situação dos antigos guerrilheiros da UNITA esteve em discussão num encontro que juntou o Presidente João Lourenço e Isaías Samakuva, bem antes daquele em que esteve sobre a mesa a entrega dos restos mortais de Jonas Savimbi, fundador do partido.

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