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Ataque americano contra base de milícia apoiada pelo Irão na Síria deixa 22 mortos


Secretário de Defesa americano Lloyd Austin

Informação é do Observatório Sírio dos Direitos Humanos

O ataque aéreo dos Estados Unidos contra uma base de uma milícia pró-Irão, na província de Deir Ezzor, perto da fronteira da Síria com o Iraque, matou pelo menos 22 membros das Forças de Mobilização Popular, que reúnem varios grupos apoiados pelo Irão, entre eles o Kataeb Hezbollah, de acordo com o Observatório Sírio para os Direitos Humanos.

Rami Abdel Rahmane, director daquela organização não-governamental com sede no Reino Unido, acrescentou que "os ataques destruíram três camiões de munições".

O bombardeamento efectuado às 18 horas de quinta-feira, 25, no horário dos Estados Unidos, terá destruído também um carregamento de armas que acabava de cruzar a fronteira com o Iraque na zona de Abul Kamal, segundo disse uma fonte que pediu o anonimato à Associated Press.

O Governo americano não confirmou o número de mortes.

Este foi o primeiro ataque militar autorizado pelo Presidente Joe Biden desde que tomou posse a 20 de Janeiro.

O Pentágono disse que o ataque foi em retaliação a outro que matou um militar estrangeiro de uma empresa privada que trabalhava para os Estados Unidos e feriu um membro do serviço militar americano e outras tropas da coligação no Iraque a 15 de Fevereiro.

“Estou confiante no alvo que perseguimos, sabemos o que acertamos”, disse o secretário de Defesa Lloyd Austin a jornalistas que o acompanhavam numa viagem entre a Califórnia e Washington, logo após os ataques aéreos.

A decisão de Biden de atacar na Síria não parece indicar, no entanto, uma intenção de ampliar o envolvimento militar dos EUA na região, mas sim demonstrar uma vontade de defender as suas tropas no Iraque, principalmente contra milícias apoiadas pelo Irão.

No passado, os Estados Unidos alvejaram instalações na Síria pertencentes ao Kataeb Hezbollah, que acusou de inúmeros ataques contra funcionários e interesses americanos no Iraque.

Os ataques contra infraestruturas norte-americanas no Iraque aumentarem desde que os Estados Unidos mataram em janeiro de 2020 a principal figura do serviço de inteligênciairaniano, Qassem Suleimani, e um comandante iraquiano das milícias pró-iranianas num ataque aéreo no aeroporto de Bagdade.

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