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Assinado acordo para construção de controverso oleoduto aquecido entre o Uganda e Tanzania


Um teste no campo petrolífero de Albertine no Uganda ( Foto de arquivo)

Campos petrolíferos no Uganda vão ser explorados por companhias de petróleo da França e China. Ambientalistas pedem a bancos para boicotarem financiamento ao projecto.

O Uganda, Tanzania e as companhias petrolíferas Total da França e CNOOC da China assinaram hoje acordos para a exploração de petróleo no ocidente do Uganda e para a construção de um oleoduto de 3.500 milhões de dólares para transportar petróleo daquela zona para um porto tanzaniano e daí para os mercados internacionais.

O secretário permanente do ministério de Energia do Uganda, Robert Kasande, disse que os signátarios acordaram em começar a construção de infraestruturas que vão produzir e transportar petróleo .

Reservas de petróleo foram descobertas na bacia de Albertine no Uganda perto da fronteira com a República Democrática do Congo em 2006 e geologistas governamentaisis dizem que as reservas estão estimadas em 6.000 milhões de barris.

Os presidentes do Uganda,Yowerri Musevenie da Tanzania Samia Suluh Hassan particiaram na cermónia.

O planeado oleoduto terá 1.445 quilómetros entre os campos de exploração de petróleo e o porto de Tanga no norte da Tanzania próximo da fronteira do Quénia.

O petróleo nas reservas do Uganda é particularmente viscoso e precisa de ser aquecido para permitir que seja transportado em forma liquída pelo que o oleoduto poderá ser, quando terminado, o oleeoduto aquecido mais longo do mundo.

Uma amostra do petróleo "viscoso" do Uganda (Foto de arquivo).
Uma amostra do petróleo "viscoso" do Uganda (Foto de arquivo).

Os planos para a construção do oleoduto têm sido opostos por ambientalistas que afirmam que o mesmo irá ameaçar zonas ecologicamente vulneráveis incluindo reservas natuai s de animais e áreas de captação de água que alimentam o Lago Vitória

Cerca de 263 Organizações Não Governmentais (ONGs) de todo o mundo apelaram aos direftores de 25 bancos para recusarem empréstimos apra a construção do oleoduto que dizem ser uma ameaça não só para o ambiente no uganda e Tanzania mas també na República Democrática do Congo e Quénia.

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