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As sombras em torno da privatização da TAAG


Especialistas apontam falta de transparência e falência técnica

O processo de privatização da companhia aérea de bandeira de Angola, TAAG, continua a gerar reações e debates.

Economistas consideram que a falta de transparência nas contas da empresa e a excessiva politização da gestão podem ser obstáculos à sua privatização.

"Uma empresa tem que ser transparente, tem que prestar contas e a TAAG nao presta contas, logo o interesse pela privatização diminui", explica o economista Carlos Rosado de Carvalho, para quem a TAAG tem outro problema: a falência tecnica.

"Se a TAAG quiser vender os seus activos todos não conseguiria pagar os seus fornecedores e quando uma empresa está em falência técnica ninguém confia nela", sustenta.

O também director do jornal Expansão alerta, por outro lado, para a excessiva politização na TAAG, lembrando que "houve alturas em que para se conseguir um bilhete de voo era preciso ter uma cunha".

Outro economista, Faustino Mumbica, diz não perceber a estratégia do Estado neste processo de privatização.

"Não se percebe como o Governo faz despesas avultadas com a compra de aviões, introduz milhões e milhões de dólares na TAAG para depois privatizá-la,e para mais quando há falta de transparência", questiona Mumbica.

Para aquele especialista há "uma espécie de preparação de um pacote para beneficiar um grupo previamente selecionado, só assim se justifica a privatização de uma empresa tão rentável em qualquer parte do mundo e que, ao mesmo tempo, gasta tanto dinheiro"

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