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"Arroz do Povo" começa a ser distribuído aos camponeses


Primeiro-ministro guineense criou comissão para distribuir produto apreendido

O Governo da Guiné-Bissau dá início nesta quinta-feira, 16, à distribuição das 170 toneladas de arroz desviadas das instalações do Governo e que foram encontradas pela Polícia Judiciária (PJ) nas propriedades do ministro da Agricultura, Nicolau dos Santos, e o conselheiro do Presidente da República para Assuntos de Segurança Interna e Externa, Botche Cande.

A distribuição será feita por uma comissão que vai entregar o arroz aos camponeses, que se encontram em situação de precariedade alimentar, conforme pedido feito ao Governo da China.

O caso chamado de "Arroz do Povo" tem sido motivo de um conflito institucional entre a PJ e o Ministério Público, que ordenou, através de um despacho, a devolução do arroz aos suspeitos do desvio.

O Chefe do Governo, Aristides Gomes, envolveu-se, directamente, na contenda, depois de o Presidente José Mário Vaz ter afirmado, na semana passada, desconhecer o assunto, atribuindo toda a responsabilidade ao primeiro-ministro, que, por sua vez, responsabilizou o ministro do Interior, Edmundo Mendes, de ter dado ao magistrado do Ministério Público, Blimat Sanha, o suporte operacional para recuperar o arroz do armazém, onde havia sido guardado pela PJ.

A decisão do Governo "não descarta a prossecução da investigação sobre o produto", refere uma fonte da PJ, que, entretanto, abriu um processo de investigação sobre o Magistrado do Ministério Público, encarregue do caso, Blimat Sanha.

O caso "Arroz do Povo" foi despoletado depois da PJ ter desencadeado, no final do passado mês de Março, no leste do país.

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