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"Apelo à paz em Casamansa" por organizações não governamentais na Guiné-Bissau


Militar senegalês numa base recuperada aos rebeldes, 9 Fevereiro 2021

Em comunicado alertam para perda de vidas de civis e disfuncionalidade de mecanismos de coordenação entre os Estados em tempo de pandemia e época na Guiné-Conacri

Semanas depois do recrudescer de combates entre o exército do Senegal e rebeldes do Movimento das Forças Democráticas de Casamansa (MDFC), organizações da sociedade civil guineense pedem o fim dos conflitos e o regresso ao diálogo entre todas as partes, com a participação da Guiné-Bissau e da Gâmbia.

Em comunicado divulgado pela Liga Guineense dos Direitos Humanos na sua página no Facebook, nesta sexta-feira, 19, mas com data de ontem, 23 organizações apelam à "cessação imediata das hostilidades”, que têm provocado "mortes, destruição de bens, insegurança e deslocação das populações transfronteiriças".

Na nota com o título “Apelo à paz em Casamansa”, elas alertam para a "necessidade de se respeitarem os civis que não estão envolvidos no conflito".

Os sectores da saúde e educação também são afectados pelo conflito “que paralisa ou limita o funcionamento de escolas e serviços de assistência à população”.

No caso da saúde, aquelas organizações lembram que em tempo de Covid-19 e com o surto de ébola na vizinha Guiné-Conacri, os confrontos provocam riscos de "disfuncionalidade de mecanismos de coordenação entre os Estados", dificultando assim um combate eficaz àquelas doenças.

“Os efeitos do conflito em Casamansa têm consequências tanto para o Senegal, como para a Guiné-Bissau e Gâmbia, com impacto directo na estabilidade político-institucional desses três países e, é por isso, a necessidade de uma acção com vista à promoção da paz, criando as condições para a cessação do confronto armado”, conclui o comunicado.

O Senegal noticiou recentemente uma operação com êxito contra o MFDC com o apoio da Guiné-Bissau, na qual recuperou três bases dos rebeldes.

Depois de algum tempo sem confrontos entre as partes, alguns analistas admitem haver um realinhamento político na África Ocidental, com Úmaru Sissoco Embaló, na Presidência de Guiné-Bissau, e Adama Barrow, na Chefia do Estado da Gâmbia, ambos muito próximos do Presidente senegalês, Macky Sall.

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