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Antigos secretários de Estado e conselheiros de seguança criticam declaração de estado de emergência de Trump


Madeleine Albright, uma das subscritoras da carta

Um grupo de 58 antigos secretários de Estado e responsáveis dos serviços de segurança, republicanos e democratas, escreveu uma carta aberta ao Presidente Donald Trump, na qual dizem não existir “bases factuais” para declarar emergência nacional com vista à construção de um muro ao longo da fronteira com o México.

Entre os signatários estão os antigos secretários de Estado Madeleine Albright e John Kerry, o ex-secretário da Defesa Chuck Hagel, a ex-conselheira nacional de segurança Susan Rice, o ex-embaixador das Nações Unidas Thomas Pickering, o ex-chefe da Defesa e diretor da Agência Central de Inteligência Leon Panetta e o ex-conselheiro do Departamento de Estado, Eliot Cohen.

Na carta, aquelas personalidades afirmam que, "sob nenhuma avaliação plausível, há evidência de uma emergência nacional que autorize o Presidente a obter fundos apropriados para outros propósitos, como construir um muro na fronteira sul".

Ao contrário do que defende Trump, eles consideram não haver qualquer crise ou situação de emergência na fronteira, cujas entradas de ilegais atingiram o nível mais baixo dos últimos 40 anos.

Os subscritores da carta também disseram que não há emergência a nível do tráfico de drogas na fronteira porque "a esmagadora maioria dos opioides" entram no país de forma legal, como aeroportos, como provam os próprios dados do Governo, que o Presidente critica.

Donald Trump continua a pedir oito mil milhões de dólares para a construção do muro na fronteira, o que lhe foi negado pelo Congresso, ramo do poder que autoriza os gastos do Governo.

Luta na Câmara

A carta daqueles antigos governantes, deputados e senadores é publicada na véspera de a Câmara dos deputados, controlada pelos democratas, aprovar uma resolução que veta a declaração de estado de emergência de Trump.

Depois, a resolução terá de ser votada pelo Senado, controlado pelo partido do Presidente, mas alguns senadores republicanos admitem juntar-se aos democratas.

Entretanto, fontes da Casa Branca e observadores garantem que caso o congresso aprove uma resolução nesse sentido, ela será vetada pelo Presidente Donald Trump.

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