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Antigos militares impedidos de entrar na Polícia questionam concurso de admissão


Tatuagens e problemas na cárie dentária afastam 230 candidatos na Huíla

Na província da Huíla, 230 antigos militares dos 500 licenciados pelas Forças Armadas Angolanas para integrarem a Polícia Nacional dizem ter sido rejeitados pela Comissão de Inspecção da Saúde por se apresentarem com tatuagens e problemas na cárie dentária.

Antigos elementos das FAA queixam-se por não serem admitidos na polícia - 1:45
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A medida está a criar grande descontentamento entre os excluídos que, sob anonimato, acusam a referida comissão de agir com parcialidade, depois de ter permitido o ingresso de outros candidatos com os mesmos problemas.

“Acabámos de ver outro colega que teve de queimar com ferro de engomar para poder passar e nós estamos aqui, como não somos influentes, ficámos de fora”, disse um dos excluídos que tem tatuagens no corpo.

Outro antigo militar que diz ter cumprido 12 anos de serviço teme pelo seu futuro depois de perder a possibilidade de ingressar os quadros da Polícia Nacional.

“O serviço militar obrigatório é de apenas três anos e eu tenho mais nove nas Forças Armadas e por isso não terminei os estudos, não tenho casa, tenho filhos por sustentar e não sei que o fazer agora”, lamentou.

O desespero dos cidadãos leva-os a apelar à intervenção do Presidente da República.

“Uma vez que já foi ministro da Defesa que reveja essa situação, nós apelamos ao bom senso do Governo quanto a essa situação porque muitos dos jovens que estão aqui têm família e não sei o que é que será deles”, apelou o nosso entrevistado.

Eles questionam ainda o facto de terem servido às Forças Armadas Angolanas (FAA) nas mesmas condições, mas agora não podem fazê-lo na polícia.

A VOA tentou sem sucesso ouvir a delegação local do Ministério do Interior que tutela a Polícia Nacional.

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