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Antigos combatentes em Cabinda reclamam do abandono

  • Manuel José

Vista aérea de Cabinda

Mais de mil antigos combatentes aguardam cumprimento de promessa feita em 2005

Mais de mil antigos guerrilheiros de Cabinda que prestaram serviço na tropa colonial portuguesa e que receberam a promessa de passarem à reserva pelas Forças Armadas Angolanas reclamam não ter qualquer subsídio desde 2005.

Na altura, receberam 300 dólares americanos, mas, desde então, nunca foram atendidos em nenhuma instituição militar em Cabinda.

Sentem-se abandonados e dizem querer apenas a sua pensão para viverem os últimos anos em condições, em virtude de a maioria ter entre 65 e 70 anos de idade.

Alexandre Cabinda, activista cívico que tenta servir de intermediário entre o grupo de antigos militares e as instituições, diz que já bateram em várias portas em Cabinda e em Luanda, mas volvidos 11 anos a situação dos veteranos de guerra não se altera.

“A vida dessas pessoas resume-se ao abandono a que os cabindas estão votados porque em Cabinda os antigos combatentes não são reconhecidos como acontece com combates de outrospartes de Angola”, explica Cabinda.

Em conversa com a VOA, Augusto Pedro, de 66 anos e um dos veteranos de guerra que prestou serviço militar na tropa colonial portuguesa, lamenta que ele e colegas estejam entregues à sua sorte desde 2005, altura em que se tentou enquadrar o grupo de ex-militares.

''No primeiro mês deram-nos 300 dólares em 2005, de lá para cá nunca mais vimos nada, só promessas das autoridades em Cabinda que já prometeram entregar-nos kits de construção, mas não passou de mera promessa”, diz Pedro que, tal como os companheiros, sente-se abandonado.

“Para sobrevivermos temos de fazer alguns “biscates" para te darem mil kuanzas, quando não há recorremos aos familiares”, lamenta o antigo militar que quer apenas obter a sua reforma militar.

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