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Antigo presidente da Nissan-Renault foge do Japão para o Líbano


Carlos Ghosn diz ter fugido da injustiça e onde os direitos humanos são violados

O antigo presidente da aliança Renault-Nissan-Mitsubishi, Carlos Ghosn, deixou a prisão domiciliar no Japão e viajou para o Líbano na segunda-feira, 30.

A confirmação foi feita pelo próprio Ghosn que terá surpreendido o seu próprio advogado no Japão.

“Agora estou no Líbano e não vou mais ser refém de um sistema judicial japonês fraudulento em que se presume culpa, onde direitos humanos básicos são negados. Não fugi da justiça. Escapei da injustiça e da perseguição política. Agora posso finalmente me comunicar livremente com a imprensa e estou ansioso para começar na próxima semana", afirmou em comunicado.

A emissora pública japonesa NHK indicou, citando fontes oficiais libanesas, que Ghosn deixou o o Japão com um documento de identidade falso, com o qual entrou no aeroporto internacional de Beirute.

"Entrou com um nome diferente, não com o de Carlos Ghosn", garantiu uma das fontes, acrescentando que o ex-presidente da Nissan chegou num avião particular.

Surpreso diz ter ficado também o chefe da equipa de advogados de Ghosn no Japão.

É uma surpresa total. Estou perplexo", disse aos jornalistas Junichiro Hironaka, que falou com o empresário no dia de Natal.

Ele disse ter na sua posse os três passaportes de Carlos Ghosn, brasileiro, libanês e francês.

Carlos Ghosn, ex-presidente do conselho de administração e ex-presidente executivo do grupo Nissan e da aliança Renault-Nissan-Mitsubishi, foi detido em Tóquio a 19 de Novembro de 2018 por suspeita de abuso de confiança e evasão fiscal.

Em Abril, quando foi solto, o tribunal estabeleceu como condições para a liberdade, entre outras coisas, a proibição da saída de Ghosn do Japão e qualquer tentativa por ele de manipular possíveis provas da processo.

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